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6 Benefícios dos animais os transtornos psicológicos

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6 benefícios dos animais para pessoas com transtornos psicológicos

De acordo com informações da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil possui a maior prevalência de transtornos de ansiedade do mundo. Isso porque aproximadamente 9,3% dos brasileiros sofrem de ansiedade patológica. Quando não tratada adequadamente, ela pode desencadear outros transtornos psicológicos, como a depressão, que atinge cerca de 300 milhões de pessoas no mundo, conforme dados da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

Nesse sentido, a presença de animais de estimação tem mostrado ser uma fonte valiosa de apoio para indivíduos que enfrentam ansiedade e depressão, oferecendo benefícios significativos para a saúde mental. Segundo um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Basel, na Suíça, as interações com cachorros são benéficas para as atividades cognitivas e emocionais do cérebro.

Por isso, a seguir, confira algumas vantagens dos animais para pessoas com transtornos psicológicos!

1. Companhia consoladora 

A companhia constante de um animal de estimação oferece um apoio emocional incondicional, proporcionando conforto nos momentos difíceis. Além disso, animais não fazem julgamentos. Ter um companheiro que escuta sem criticar ajuda a criar um ambiente seguro para expressar emoções sem medo de rejeição.

Para a psiquiatra Emily Gomes de Souza, da clínica Revitalis, “os pets trazem alegria para a nossa vida, senso de cuidado e companheirismo. Quando a pessoa chega em casa e vê o seu cachorro todo feliz ao encontrar o dono, sem julgamentos e sem restrições, a sensação é de acolhimento”.

2. Redução do estresse e ansiedade 

A interação com animais pode reduzir significativamente os níveis de estresse e ansiedade, promovendo uma sensação de calma e relaxamento. De acordo com o médico-veterinário da Petlove Pedro Risolia, “os pets são ótimos companheiros para acalmar e aliviar o estresse. Ao interagir com um cachorro, por exemplo, os níveis de ocitocina aumentam, trazem a sensação de bem-estar e diminuem níveis de ansiedade”.

Cuidar de um animal de estimação aumenta a percepção de respeito e empatia

3. Propósito e responsabilidade 

A responsabilidade de cuidar de um animal proporciona um senso de propósito e realizações diárias, estimulando a autoestima e a motivação para enfrentar os desafios. “Os pets possuem sentimentos e necessidades, que serão percebidos ao longo do convívio. Isso faz com que o tutor tenha uma noção maior sobre respeito e empatia com as pessoas ao seu redor”, acrescenta Pedro Risolia.

4. Distração positiva 

A interação com animais oferece uma distração positiva, desviando o foco de pensamentos negativos e proporcionando momentos de alegria e descontração. “Essa interação traz diversos efeitos biológicos na frequência cardíaca e ativa indicadores neuroquímicos de comportamento afiliativo, que é a liberação de dopamina, prolactina e endorfina. Observa-se também a redução na concentração sérica do cortisol, hormônio relacionado ao estresse”, explica Emily Gomes de Souza.

5. Estímulo à atividade física 

Cuidar de um animal muitas vezes envolve atividades físicas, como passeios e brincadeiras, contribuindo para a liberação de endorfinas que melhoram o humor.

6. Rotina e estrutura 

necessidade de alimentar, cuidar e passear com um animal cria uma rotina diária, fornecendo estrutura e estabilidade, o que pode ser particularmente benéfico para quem lida com a depressão.

É importante notar que, embora os animais de estimação possam oferecer benefícios significativos, eles não substituem tratamentos médicos adequados. Pessoas com transtornos psicológicos devem procurar orientação profissional para um suporte abrangente.

Universitários abusam de remédios tarja preta

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Universitários abusam de remédios tarja preta: compra clandestina é fácil

Ansiedade, estresse, cansaço excessivo, falta de atenção. Para evitar que problemas como esses atrapalhem os estudos, alguns universitários estão seguindo um caminho perigoso: o da automedicação, usando remédios controlados, vendidos só com receita e indicados para tratar transtornos que não têm.

É o caso do Caio*, estudante de direito em uma universidade privada do Rio de Janeiro. Por indicação de um amigo, ele começou a tomar Ritalina (remédio usado para tratar o TDAH – transtorno de déficit de atenção com hiperatividade, entre outras doenças) para driblar o cansaço e “ficar ligado” quando chega a época de provas ou precisa finalizar trabalhos. “Sei dos riscos, mas sem o remédio eu fico sem bateria para estudar, dificulta muito”, disse.

Mesmo sem receita, o estudante carioca diz que foi fácil comprar o medicamento tarja preta: “Meu amigo conhecia um colega que vendia sem prescrição”.

Realmente, adquirir esse tipo de remédio no mundo universitário foi uma tarefa simples até para a reportagem de VivaBem. Após conversar com alguns alunos da USP, que pediram para manter sua identidade em sigilo, ficamos sabendo da existência de uma conta comercial no WhatsApp chamada “USP Tarja Preta”, que vende remédios controlados sem receita.

O perfil promete entregar os medicamentos gratuitamente na Cidade Universitária da USP (Butantã), nas faculdades de Medicina e Saúde Pública da USP (ambas na Avenida Dr. Arnaldo) e na Universidade Mackenzie, todas em São Paulo. Em outros locais da cidade os produtos são envidados por aplicativos de entrega. Já em outros municípios e estados, o envio é feito pelo correio.

O medicamento chegou cerca de dez dias após o pedido. Combinamos a retirada na Cidade Universitária. Depois de receber o pagamento em dinheiro, o rapaz nos entregou o remédio (que está na foto de abertura desta reportagem) com a embalagem lacrada e aparentemente original, sem fazer qualquer pergunta.

Bruno Pascale Cammarota é médico psiquiatra pela Fundação Técnico Educacional Souza Marques e professor de farmacologia em cursos de medicina. Ele diz que a automedicação é perigosa (explicamos os risco mais abaixo), mas não é rara entre os universitários, que costumam consumir duas classes de remédios controlados:

“Os benzodiazepínicos, chamados calmantes, geralmente são buscados pelos jovens que estão iniciando a faculdade. Nessa fase, os estudantes ficam muito ansiosos, alguns estão em uma graduação em cursos integrais, como os de medicina, e precisam de uma adaptação, por isso recorrem a esses medicamentos.”

Segundo o especialista, à medida que o curso vai avançando e ficando mais exigente, o que requer maior dedicação dos alunos, eles passam a usar substâncias estimulantes, como a Ritalina, consumida por Caio.

Paulo*, estudante de química na USP, é outro que já recorreu aos remédios controlados vendidos clandestinamente.

Diagnosticado com ansiedade e depressão antes de entrar na universidade, ele faz tratamento com psicóloga e psiquiatra e usa o medicamento com acompanhamento de especialistas. Porém, quando ficou sem a receita, em vez de marcar uma consulta médica, buscou o remédio no “mercado paralelo”.

“Comprei recentemente e foi bem fácil, apenas tive que pagar um pouco mais do que o valor que estou acostumado. Eu tenho consciência de que a automedicação pode causar consequências nocivas à minha saúde, mas também sei que isso é um costume bastante normal entre os brasileiros”, afirmou o estudante.

Os perigos da automedicação

Não há números oficiais de quantos estudantes universitários se automedicam nem do número de remédios vendidos no mercado paralelo, sem prescrição médica. Mas a automedicação é um problema conhecido em nosso país.

Um estudo feito em 2022 pelo ICTQ (Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para o Mercado Farmacêutico) aponta que quase 90% dos brasileiros usam medicamentos sem orientação médica.

Sérgio Rocha, médico psiquiatra e especialista em dependência química pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), alerta que, além da possibilidade real de morte pelo uso excessivo, o consumo de medicamentos sem prescrição pode causar dependência.

Inúmeras vezes recebi pacientes que estavam se medicando por conta própria. Eles tinham desenvolvido uma relação de dependência com a droga, não apenas química propriamente dita, como também afetiva, não conseguindo mais funcionar minimamente sem o remédio

Sérgio Rocha, psiquiatra

A automedicação — e isso vale para qualquer remédio que não seja isento de prescrição, e não só os tarjas pretas — ainda pode trazer problemas como:

  • intoxicação
  • efeitos colaterais descritos na bula
  • mascaramento de doenças
  • interações medicamentosas perigosas
  • diagnóstico errado de doenças
  • atraso na busca por uma doença (e no início de seu tratamento)
  • agravamento de doenças
  • lesões no fígado
  • insuficiência renal
  • sangramento no estômago e intestino

A psicanalista Elisandra Souza, especialista em psicanálise e linguagem pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), diz que é necessário haver diálogo entre pais, alunos e instituições de ensino para coibir a automedicação no meio universitário.

“É fundamental conscientizar sobre os riscos, incentivar os universitários a buscarem orientação médica e educá-los sobre o uso responsável de medicamentos.”

Remédio clandestino pode dar cadeia

Ao adquirir remédio sem prescrição e de procedência desconhecida, a pessoa corre o risco de levar para casa uma falsificação ou um medicamento fora do prazo de validade, o que também coloca em risco a saúde.

O advogado e educador da AC Advocacia Anderson Cruz explica que “a venda e a obtenção de medicamentos de uso controlado sem receita médica podem ser consideradas crime e até enquadradas como tráfico de drogas” (especialmente quem vende). Segundo ele, a pena pode variar entre cinco e 15 anos de prisão.

O advogado diz ainda que a Anvisa penaliza farmácias e drogarias que vendem medicamentos controlados sem receita médica. A multa aplicada pode variar de R$ 2 mil até R$ 1,5 milhão, passando pela interdição e até cancelamento de alvará do estabelecimento.

O farmacêutico que vende os medicamentos de uso controlado sem prescrição está sujeito a instauração do procedimento administrativo que pode culminar na cassação do registro no CFF (Conselho Regional de Farmácia).

O que diz a USP

A Universidade de São Paulo afirma não ter sido informada sobre nenhuma ocorrência de venda de remédios dentro de suas dependências.

Em nota, a assessoria de imprensa da universidade declarou que: “a venda de medicamentos sem prescrição é uma ilegalidade que deve ser enfrentada por outras instâncias estatais (civis, criminais). Do ponto de vista da universidade, para o enfrentamento pelo regime disciplinar administrativo é preciso que recebamos uma notícia formal dos fatos para que possam ser apurados, o que ainda não aconteceu. Mais uma vez, nos preocupamos e repudiamos a venda de medicamentos sem prescrição médica. Planejamos também realizar uma campanha de esclarecimento sobre os riscos envolvidos no uso de medicações psiquiátricas sem prescrição médica, voltada a toda a comunidade acadêmica”.

Universidades oferecem ajuda

A pandemia de covid-19 teve uma influência significativa na piora da saúde mental dos universitários brasileiros: 87% dos alunos com idade entre 18 a 21 anos afirmaram que houve aumento de estresse e ansiedade, segundo o estudo Global Student Survey 2021, da Chegg.org.

A pandemia triplicou o número de atendimentos, sobretudo entre os estudantes universitários, no qual observamos um crescimento relevante de casos de ansiedade e ataques de pânico

Bruno Cammarota, psiquiatra.

Por causa disso, muitas universidades têm investido em ações para cuidar da saúde mental dos estudantes, com palestras, rodas de conversa, consultas psiquiátricas e psicológicas, terapias.

A USP, por exemplo, conta com o Programa Ecos (Escuta, Cuidado e Orientação em Saúde Mental), iniciativa que oferece acolhimento e orientação para as demandas de toda a comunidade. A escuta é conduzida por uma equipe especializada composta por dois psicólogos, três assistentes sociais e um enfermeiro.

*O nome dos personagens foi alterado a pedido dos entrevistados.

Revitalis: Empatia e Suporte na Saúde Mental

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Revitalis: Empatia e Suporte na Saúde Mental

Incentive a comunidade a compartilhar suas experiências, promovendo empatia e compreensão sobre saúde mental. Combater o estigma acerca do tema e buscar ajuda profissional quando necessário, não diminui ninguém.

Essa conversa precisa ser franca! E nós, da Clínica Revitalis, podemos ajudar!

Possuímos todos os recursos necessários para auxiliar em situações de fragilidade e momentos difíceis. Pois é preciso lembrar que ninguém está sozinho! Oferecemos o suporte adequado para sua jornada de bem-estar.

Entrem em contato.

Pets são “remédio” para a saúde emocional

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Pets são “remédio” para a saúde emocional

No Janeiro Branco, mês de conscientização sobre cuidados com a saúde emocional, é sempre bom lembrar que pesquisas demonstram que cães e gatos podem desempenhar um papel significativo no bem-estar emocional. “Os pets são ótimos companheiros para acalmar e aliviar o estresse”, diz o médico-veterinário da Petlove Pedro Risolia. “Ao interagir com um cachorro, por exemplo, os níveis de ocitocina aumentam, trazem a sensação de bem-estar e diminui níveis de ansiedade”. A médica psiquiatra Emily Gomes de Souza, da clínica Revitalis, concorda. “Os pets trazem alegria para a nossa vida, senso de cuidado e companheirismo. Quando a pessoa chega em casa e vê o seu cachorro todo feliz ao encontrar o dono, sem julgamentos e sem restrições, a sensação é de acolhimento”.

Um estudo conduzido pela Universidade do Estado de Washington, destacado pelo blog da Petlove, revelou que a presença de gatos pode contribuir para a redução do estresse, especialmente em pessoas sensíveis. A pesquisa, que fez um recorte da interação entre gatos e estudantes universitários, resultou em benefícios mentais, indicando que indivíduos mais propensos a se conectarem emocionalmente também se mostraram mais abertos a interações com felinos, além de lidarem melhor com a vida acadêmica.

Já pesquisadores da Universidade de Basel, na Suíça, estudaram os efeitos positivos da interação com cães na saúde mental das pessoas. Ao acariciar cachorros, a atividade cerebral pré-frontal, associada ao gerenciamento de emoções e interações sociais, apresentou uma resposta positiva. Os benefícios dessa relação persistiram mesmo após o fim do contato com os animais, indicando um potencial terapêutico para pessoas com déficits socioemocionais, como ansiedade e depressão.

Cientificamente comprovado que a convivência com pets traz inúmeros benefícios para o bem-estar humano, tanto físico quanto emocional. A presença dos animais de estimação tem um impacto direto nos sentimentos da população, proporcionando alívio e melhora na qualidade de vida. Segundo Pedro Risolia, outra vantagem que a convivência com pets traz é a empatia, que ajuda na interação social. “Os pets possuem sentimentos e necessidades, que serão percebidos ao longo do convívio. Isso faz com que o tutor tenha uma noção maior sobre respeito e empatia com as pessoas ao seu redor”, afirmou.

Pessoas que têm animais de estimação apresentam um alívio no estresse, redução da ansiedade e podem até mesmo melhorar quadros depressivos. Durante o Janeiro Branco, é essencial lembrar que para cuidar da nossa saúde mental, a presença afetuosa dos nossos companheiros peludos pode fazer uma diferença significativa em nossa jornada rumo ao bem-estar emocional.
A psiquiatra da clínica Revitalis destaca um estudo publicado em 2021 na Frontiers in Veterinary Science: “Esssa interação traz diversos efeitos biológicos na frequência cardíaca e ativa indicadores neuroquímicos de comportamento afiliativo, que é a liberação de dopamina, prolactina e endorfina. Observa-se também a redução na concentração sérica do cortisol, hormônio relacionado ao estresse”, finaliza a Emily Gomes de Souza.

É verdade que sexo vicia? Especialistas respondem

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É verdade que sexo vicia? Especialistas respondem

O vício em sexo é classificado como um transtorno psicológico pela Organização Mundial da Saúde desde 2018. Ele pode gerar consequências físicas, como lesões genitais e infecções sexualmente transmissíveis, e problemas psicológicos, como ansiedade, irritabilidade, alterações no sono e dificuldade na concentração.
O desejo sexual é inerente ao ser humano e é um dos termômetros de qualidade de vida. Só que quando a prática sexual passa a beirar o excesso, o sexo pode se tornar um vício. Inclusive, a Organização Mundial da Saúde classificou o comportamento sexual compulsivo como um transtorno psicológico em 2018.

A psiquiatra Giovanna Brega Quinet de Andrade, da Clínica Revitalis, explica que o vício em sexo é entendido como uma grande dificuldade em controlar o impulso de transar, a ponto da pessoa continuar tendo relação sexual mesmo sem sentir prazer.

Luciana Inocêncio, psicóloga e psicanalista, aponta a dependência ainda faz com que a pessoa se torne mais insistente com o parceiro para que eles venham a ter mais relações sexuais, e passe a se masturbar com mais frequência. “Outro sinal é usar mais do seu tempo e/ou do seu dinheiro com pornografia e prostituição, e abandonar completamente suas obrigações profissionais, familiares e estudos”, completa.

O vício em sexo acontece porque, de acordo com a psiquiatra Livia Castelo Branco, da Holiste Psiquiatria, transar libera substâncias relacionadas ao prazer, principalmente dopamina. Logo, o cérebro vai incentivar a prática sexual cada vez mais para que ele venha a se sentir compensado.

Quais são as causas do vício em sexo?

A compulsão sexual, assim como outros transtornos mentais, tem causa multifatorial, envolvendo fatores genéticos, da personalidade e da história de vida do paciente, além de fatores ambientais, físicos e emocionais
— Livia Castelo Branco, psiquiatra

Caso o paciente tenha histórico familiar de dependência química e de outras compulsões, como a de comida e a de compras, as chances dele ter compulsão sexual são maiores.

O mesmo vale para caso a pessoa seja impulsiva, tenha tido privação material e afetiva ao longo da vida ou ainda tenha sofrido abuso sexual na infância. Há ainda situações em que o vício em sexo é causado por outros transtornos psicológicos, como a bipolaridade, em que, nas fases de mania, a pessoa pode ficar obcecada em transar.

As consequências do vício em sexo

“Do ponto de vista físico podem haver lesões genitais, infecções sexualmente transmissíveis e perda de peso pela atividade física extenuante”, enumera Branco.

Já psicologicamente, o vício em sexo pode causar sofrimento psíquico, uma vez que a pessoa sente que perdeu o controle sobre o próprio corpo e em relação a vontade de manter relações sexuais por prazer. Esse sofrimento psíquico é visto por meio de ansiedade, irritabilidade, alterações no sono e dificuldade na concentração.

“O comportamento pode causar ainda isolamento social, conflitos familiares, prejuízo financeiro e redução da produtividade no trabalho”, completa a psiquiatra da clínica Revitalis.

É possível tratar vício em sexo?

Inocêncio explica que, como o vício em sexo é classificado como um transtorno mental, o principal tratamento indicado neste caso é a psicoterapia.

A busca pelo psiquiatra pode ser importante também. “Ele pode receitar remédios que diminuam quimicamente o desejo sexual, conseguindo, assim, minimizar os sentimentos de menos valia e de depressão associados ao quadro”, completa a psicóloga e psicanalista.

Os grupos de apoio também podem ser importantes aliados para que a pessoa consiga expor o que sente e se sinta acolhida ao ouvir histórias semelhantes a sua.

Pets para quem sofre com transtornos psicológicos

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Janeiro Branco e os benefícios dos pets na vida de pessoas que sofrem com transtornos psicológicos

O primeiro mês do ano é um convite para a conscientização sobre os cuidados com a saúde mental. A campanha Janeiro Branco, busca sensibilizar a população sobre a importância do cuidado com o bem-estar emocional, incentivando a prevenção dos transtornos psicológicos, a fim de criar um ambiente mais acolhedor e humano acerca das questões psíquicas.

O movimento se faz relevante, uma vez que o Brasil apresenta altos índices de transtornos de ansiedade e depressão. O país é líder na prevalência de doenças mentais, com estatísticas alarmantes, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). De acordo com uma última pesquisa divulgada em 2023, 26,8% dos brasileiros receberam diagnóstico médico de ansiedade, sendo que a faixa etária entre 18 e 24 anos apresenta um índice ainda mais preocupante, de 31,6% da população jovem afetada. Além disso, 12,7% dos brasileiros relataram ter recebido diagnóstico médico para depressão.

Neste sentido, a interação com animais de estimação, como cães e gatos, pode desempenhar um papel significativo na melhoria da saúde mental e emocional das pessoas, ainda mais nos jovens, que lideram o ranking de transtornos psicológicos no Brasil. O estresse, a ansiedade e a depressão são condições que afetam profundamente a qualidade de vida, e é neste cenário que os pets têm se mostrado aliados valiosos.

De acordo com o médico-veterinário da Petlove Pedro Risolia, “os pets são ótimos companheiros para acalmar e aliviar o estresse. Ao interagir com um cachorro, por exemplo, os níveis de ocitocina aumentam, trazem a sensação de bem-estar e diminui níveis de ansiedade”.

Na opinião da médica psiquiatra Emily Gomes de Souza, da clínica Revitalis, “os pets trazem alegria para a nossa vida, senso de cuidado e companheirismo. Quando a pessoa chega em casa e vê o seu cachorro todo feliz ao encontrar o dono, sem julgamentos e sem restrições, a sensação é de acolhimento”.

Pets e a redução do stress:

Um estudo conduzido pela Universidade do Estado de Washington, destacado pelo blog da Petlove, revelou que a presença de gatos pode contribuir para a redução do estresse, especialmente em pessoas sensíveis. A pesquisa, que fez um recorte da interação entre gatos e estudantes universitários, resultou em benefícios mentais, indicando que indivíduos mais propensos a se conectarem emocionalmente também se mostraram mais abertos a interações com felinos, além de lidarem melhor com a vida acadêmica.

Já pesquisadores da Universidade de Basel, na Suíça, estudaram os efeitos positivos da interação com cães na saúde mental das pessoas. Ao acariciar cachorros, a atividade cerebral pré-frontal, associada ao gerenciamento de emoções e interações sociais, apresentou uma resposta positiva. Os benefícios dessa relação persistiram mesmo após o fim do contato com os animais, indicando um potencial terapêutico para pessoas com déficits socioemocionais, como ansiedade e depressão.

É cientificamente comprovado que a convivência com pets traz inúmeros benefícios para o bem-estar humano, tanto físico quanto emocional. A presença dos animais de estimação tem um impacto direto nos sentimentos da população, proporcionando alívio e melhora na qualidade de vida. Segundo Pedro Risolia, outra vantagem que a convivência com pets traz é a empatia, que ajuda na interação social. “Os pets possuem sentimentos e necessidades, que serão percebidos ao longo do convívio. Isso faz com que o tutor tenha uma noção maior sobre respeito e empatia com as pessoas ao seu redor”, afirmou.

Pessoas que têm animais de estimação apresentam um alívio no estresse, redução da ansiedade e podem até mesmo melhorar quadros depressivos. Durante o Janeiro Branco, é essencial lembrar que para cuidar da nossa saúde mental, a presença afetuosa dos nossos companheiros peludos pode fazer uma diferença significativa em nossa jornada rumo ao bem-estar emocional.

A psiquiatra da clínica Revitalis destaca um estudo publicado em 2021 na Frontiers in Veterinary Science: “essa interação traz diversos efeitos biológicos na frequência cardíaca e ativa indicadores neuroquímicos de comportamento afiliativo, que é a liberação de dopamina, prolactina e endorfina. Observa-se também a redução na concentração sérica do cortisol, hormônio relacionado ao estresse”, finaliza a Dr.ª Emily Gomes de Souza.

Sobre o Grupo Petlove

Fundada em 1999, a Petlove iniciou suas atividades como um e-commerce, pioneiro no setor no país, e hoje se consolida como o primeiro ecossistema pet no Brasil. Atualmente, a companhia engloba outras frentes de negócios, como saúde, hospedagem e serviços, sempre focada em oferecer soluções completas para tutores e pets, seja no mundo virtual ou presencial. Com as frentes de planos de saúde e os serviços da DogHero, a companhia conecta a jornada do cliente, que pode resolver todas as questões relativas ao pet em um só lugar. A empresa também tem forte atuação no segmento B2B e busca a valorização dos profissionais do setor, com soluções voltadas a médicos veterinários e petshops, empreendedores e pet sitters, fortalecendo todo o ecossistema pet por meio das plataformas de conteúdos técnicos e auxílio ao médico veterinário e de gestão de negócios com as marcas Vet Smart e Vetus, respectivamente.

Sobre a Revitalis

A clínica foi fundada em 2013, no Rio de Janeiro, mais precisamente na reserva biológica de Araras, em Petrópolis. Em meio a natureza, o ambiente conta com 90 leitos de internação e preza pela excelência no que se refere ao tratamento da saúde mental. Em 2017, foi inaugurada a filial da Revitalis que fica localizada em Botafogo, na capital fluminense. A clínica é referência no tratamento da saúde mental para o público infanto-juvenil e adultos, e oferece serviços como internação, hospital-dia, ambulatório de psiquiatria, procedimentos de neuroestimulação e infusão medicamentosa para casos crônicos. Uma solução completa em saúde mental, focada na excelência do tratamento através da combinação de valores humanos e técnicos e na experiência do paciente integrado à natureza.

Vida nova: 5 dicas para ter mais saúde em 2024

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Vida nova: 5 dicas para ter mais saúde em 2024

Um novo ano acaba de começar, o que é a oportunidade perfeita para tirar do papel todos os planos e metas estabelecidas. Para quem deseja cuidar mais da saúde em 2024, alguns aspectos devem receber atenção durante os próximos 12 meses. Pensando nisso, separamos 5 pilares de uma vida saudável para adotar neste ano que se inicia. Confira:

Dormir bem

Não há nada como uma boa noite de sono. Mas, infelizmente, a maior parte dos brasileiros não sabe o que é dormir bem. Segundo dados coletados por pesquisadores da USP e UNIFESP, 65% da população do país relata problemas para dormir, o que pode ter impactos desastrosos na saúde.

De acordo com a cirurgiã vascular Dra. Aline Lamaita, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, a qualidade de sono é um dos grandes pilares da medicina do estilo de vida. Segundo ela, o ideal é dormir consistentemente de sete a oito horas por dia. “Fugir desses valores é colocar a saúde em risco”, diz a médica.

“Irritabilidade, dificuldade de concentração e cansaço durante o dia podem ser sinais de que você não está dormindo o bastante ou  seu sono não está sendo reparador, mesmo se você tem a impressão que dormiu tempo suficiente”, afirma.

Dentre os diferentes danos à saúde, Aline aponta que noites mal dormidas podem favorecer o ganho de peso, prejudicar a pele, danificar os rins e até mesmo a fertilidade. Portanto, para um 2024 mais saudável, dormir bem é fundamental.

Alimentação equilibrada

Você certamente já ouviu a expressão “você é o que come”. Isso porque a alimentação, de fato, fala muito sobre nossa saúde e o nosso corpo. Além disso, não restam dúvidas sobre o quanto a prática de comer de maneira correta pode influenciar no organismo, na reconstrução de células, tecidos e até dos ossos. Uma alimentação adequada também ajuda a melhorar quadros de doenças simples até às mais complexas.

A Dra. Tassiane Alvarenga, médica endocrinologista e metabologia à pela USP, destaca que  diminuir o consumo de alimentos processados e ricos em açúcar, sal e gorduras saturadas é crucial para prevenir condições crônicas, como diabetes tipo 2, doenças cardíacas, hipertensão arterial e obesidade. Já o consumo regular de alimentos ricos em fibras, como aveia e leguminosas, por outro lado, ajuda a controlar os níveis de colesterol, prevenindo doenças cardíacas. “Além disso, a inclusão de ácidos graxos ômega-3, encontrados em peixes gordos como salmão e sardinha, tem demonstrado benefícios na prevenção de doenças cerebrovasculares”, explica a especialista.

Atividade física

Se você planeja ter mais saúde em 2024, abandonar o sedentarismo deve estar entre as suas primeiras atitudes do ano. Claro que a falta de tempo – e dinheiro – podem contribuir para a inatividade física, mas é preciso fugir disso.

O neurocirurgião Dr. Antônio Araújo explica que a atividade física melhora a função cognitiva, o equilíbrio e a força, o que ajuda tanto na prevenção de doenças neurológicas como no alívio de sintomas.

Além disso, a prática de exercícios ajuda a preservar a mobilidade ao longo da vida, e funciona como um verdadeiro remédio, graças à liberação de hormônios importantes para o organismo.

“A liberação de endorfina e serotonina é a principal aposta para auxiliar nas fortes dores de cabeça, pois os hormônios atuam como analgésicos naturais. O cortisol – hormônio do estresse – pode ser reduzido através da prática saudável, gerando um efeito anti-inflamatório para o tratamento das doenças”, aponta o Dr. Antônio.

Equilíbrio hormonal

Aliás, o equilíbrio hormonal é imprescindível para uma vida saudável, uma vez que os hormônios basicamente controlam a harmonia do nosso organismo. Eles são responsáveis pelo metabolismo e processo digestivo, e por isso diretamente em diferentes aspectos da saúde.

Os hormônios são produzidos pelas glândulas do sistema endócrino e lançados na corrente sanguínea, cada um com uma tarefa específica em diferentes partes do nosso corpo. Por isso é tão importante eles estarem regulados, em pleno funcionamento.

É importante focarmos especialmente nos hormônios do bem-estar, como explica a nutricionista da Vitamine-se, Mayara Stankevicius. “Quando estão em níveis adequados, nos sentimos com mais energia, motivados e capazes de lidar com os desafios do dia a dia”, afirma. Eles ainda regulam o sono, melhoram a memória e aumentam a resistência.

Contudo, o desequilíbrio hormonal potencializa os níveis dos hormônios do bem-estar e diversas doenças. Ou seja, a falta de serotonina se relaciona com a depressão, ansiedade, distúrbios do sono e transtornos alimentares, como a compulsão alimentar, por exemplo. Já a precariedade de endorfina resulta em baixa tolerância à dor, sensação de tristeza e falta de motivação.

“A falta de oxitocina ainda é associada com a depressão pós-parto. Isso porque, durante o nascimento do bebê, ela desempenha um papel importante no vínculo mãe-criança e na regulação do humor”, declara Stankevicius.

Saúde mental em foco

Quem deseja ter mais saúde em 2024, não deve negligenciar a saúde mental de nenhuma forma. No entanto, sabemos que, no mundo atual, existem vários fatores que prejudicam nosso bem-estar mental e emocional e que podem passar despercebidos na correria do dia a dia.

“Problemas de saúde mental, como ansiedade e depressão, possuem fatores imutáveis, como a genética. Porém, eles também têm forte influência pelos nossos hábitos, o que muitas vezes fazemos de forma inconsciente das suas consequências”, adverte o psiquiatra Dr. Flávio H. Nascimento.

Dentre os hábitos que afetam diretamente a nossa saúde mental, Flávio aponta especialmente o excesso de celular, dormir mal, perfeccionismo extremo, consumo excessivo de álcool e drogas e a conduta de exprimir sentimentos.

Por outro lado, de acordo com o Dr. Sérgio Rocha, psiquiatra e Diretor Técnico da Clínica Revitalis, é possível prevenir alguns tipos de transtornos inserindo algumas atividades na rotina, como caminhar, se alimentar bem e dormir. O psiquiatra recomenda ainda buscar fazer terapia e adotar práticas como a meditação.

Janeiro, saúde mental e pet: qual a relação entre eles?

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Foto do(a) blog Comportamento Animal Dicas e curiosidades sobre animais Janeiro, saúde mental e pet: qual a relação entre eles?

Janeiro branco é a oportunidade de iniciar o ano refletindo sobre o que é saúde mental para humanos e animais, além de como os animais podem ajudar na nossa vitalidade. Mas será que isso é benéfico a eles? Veja mais.

O primeiro mês do ano é um convite para a conscientização sobre os cuidados com a saúde mental. A campanha Janeiro Branco, busca sensibilizar a população sobre a importância do cuidado com o bem-estar emocional, incentivando a prevenção dos transtornos psicológicos, a fim de criar um ambiente mais acolhedor e humano acerca das questões psíquicas.

O movimento se faz relevante, uma vez que o Brasil apresenta altos índices de transtornos de ansiedade e depressão. O país é líder na prevalência de doenças mentais, com estatísticas alarmantes, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). De acordo com uma última pesquisa divulgada em 2023, 26,8% dos brasileiros receberam diagnóstico médico de ansiedade, sendo que a faixa etária entre 18 e 24 anos apresenta um índice ainda mais elevado. Isso sem falar das diversas pessoas que sofrem com esse problema, mas não buscam ajuda. Ainda há muito preconceito e vergonha. Isso sem falar em crise de pânico, depressão e tantas outras doenças ou transtornos.

E quando falamos sobre saúde mental dos pets?

Se já é um tabu falar sobre depressão ou ansiedade em humanos, o que dirá em pets. Ter um tutor que compreenda que tal comportamento do animal precisa de ajuda é um alento para o animal e para os profissionais.

Um assunto que eu adoro estudar (e foi tema do meu doutorado) é a Ansiedade por Separação. Alguns autores comparam os comportamentos apresentados pelo cão na ausência do tutor, com crise de pânico. Porém, muitos ainda relacionam o xixi fora do lugar ou a destruição à birra. O que só atrasa o diagnóstico e tratamento, aumentando o sofrimento de todos os envolvidos.

“A importância do Janeiro, como Mês de Conscientização sobre o Bem-Estar e Saúde Mental dos Animais, reside no fato de que muitas vezes os animais são negligenciados nesses aspectos. É essencial conscientizar as pessoas sobre a importância de cuidar do bem-estar e da saúde mental dos animais, para que recebam os cuidados adequados, tenham uma vida saudável e sejam tratados com dignidade e respeito. Além disso, a conscientização pode ajudar a promover a adoção responsável e a prevenir situações de abuso e maus tratos”, afirma a veterinária Ana Iris Batista.

E se juntar a saúde mental dos humanos e dos pets?

A interação com animais de estimação, como cães e gatos, pode desempenhar um papel significativo na melhoria da saúde mental e emocional das pessoas, ainda mais nos jovens, que lideram o ranking de transtornos psicológicos no Brasil. O estresse, a ansiedade e a depressão são condições que afetam profundamente a qualidade de vida, e é neste cenário que os pets têm se mostrado aliados valiosos.

De acordo com o médico-veterinário da Petlove Pedro Risolia, “os pets são ótimos companheiros para acalmar e aliviar o estresse. Ao interagir com um cachorro, por exemplo, os níveis de ocitocina aumentam, trazem a sensação de bem-estar e diminui níveis de ansiedade”.

Na opinião da médica psiquiatra Emily Gomes de Souza, da clínica Revitalis, “os pets trazem alegria para a nossa vida, senso de cuidado e companheirismo. Quando a pessoa chega em casa e vê o seu cachorro todo feliz ao encontrar o dono, sem julgamentos e sem restrições, a sensação é de acolhimento”.

Mas é bem aí que mora um porém. Tudo bem ter um pet para nos ajudar a lidar com a rotina ou dificuldades. Mas será que o animal está preparado para exercer esse papel? Será que ele também não está lidando com dificuldades sociais, crises de ansiedade, até mesmo necessitando de medicação para melhorar seu bem-estar?

E pensando além: será que esse animal não poderá servir de bengala para esse humano, que, ao não lidar com suas questões emocionais, coloca sua razão de existir no pet?! E se (Deus o livre!) esse animal morre, fica doente, se perde, sei lá…? Será que não será ainda pior ter que lidar com a ansiedade, depressão e o luto?

Pets e a redução do stress

Um estudo conduzido pela Universidade do Estado de Washington revelou que a presença de gatos pode contribuir para a redução do estresse. A pesquisa, que fez um recorte da interação entre gatos e estudantes universitários, resultou em benefícios mentais, indicando que indivíduos mais propensos a se conectarem emocionalmente também se mostraram mais abertos a interações com felinos, além de lidarem melhor com a vida acadêmica.

Já pesquisadores da Universidade de Basel, na Suíça, estudaram os efeitos positivos da interação com cães na saúde mental das pessoas. Ao acariciar cachorros, a atividade cerebral pré-frontal, associada ao gerenciamento de emoções e interações sociais, apresentou uma resposta positiva. Os benefícios dessa relação persistiram mesmo após o fim do contato com os animais, indicando um potencial terapêutico para pessoas com déficits socioemocionais, como ansiedade e depressão.

Profissional Botafogo: Como evitar a queda de rendimento

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BOTAFOGO

Destacar-se em todas as etapas para chegar na final é desafiador tanto no esporte quanto no mercado de trabalho, mas criar resistência para não deixar o sucesso escapar na reta final é um desafio

O futebol traz lições valiosas para a vida profissional. Um exemplo foi o que aconteceu com Botafogo, que surpreendeu torcedores no Campeonato Brasileiro. Da expectativa de levar o título do Brasileirão, a realidade é que o clube carioca viu as chances de ser campeão este ano diminuírem bastante após a virada de 4 a 3 contra o Palmeiras no Engenhão, no último dia 1º de novembro.

“O Botafogo meio que deixou o título no jogo contra o Palmeiras, que cresceu no jogo, empatou e virou”, diz Donizete Pantera, ex-atacante do Botafogo que disputou e ganhou o único título do Brasileirão do Botafogo, em 1995.

Ele acrescenta que aquela vitória era muito importante para o Botafogo, e “deu uma desanimada na torcida e nos jogadores.” Hoje, o clube não tem mais chances de vencer o Brasileiro em 2023.

O que faltou para o Botafogo ser campeão neste ano?

Administração e concentração foram dois elementos em falta para o clube este ano, diz Donizete.

“Neste Campeonato Brasileiro o Botafogo começou muito bem, deixando uma boa gordura, mas não pensávamos que ia acontecer o que está acontecendo, o Botafogo perdeu toda essa gordura e alguns clubes, que pensávamos que já estava descansando a cabeça para o ano que vem, cresceram e chegaram no topo, enquanto o Botafogo caiu. Faltou administração e um pouco mais de concentração para que não deixasse escapar algumas vitórias, que acabaram escapando.”

Para Gonçalves, ex-zagueiro do Botafogo e campeão pelo time em 1995, não foi apenas o jogo contra o Palmeiras que acabou tirando o título do clube, mas a sequência de derrotas para outros times importantes.

“O clube realizou uma campanha histórica no primeiro turno, que fez com que todos os torcedores passassem a sonhar com o título, como nunca sonharam nos últimos 28 anos”, diz Gonçalves. “Mas no segundo turno, a forma como o Botafogo perdeu causou uma frustração muito grande nos torcedores.”

“O Botafogo deixou escapar a vitória em vários jogos importante como o jogo contra o Palmeiras, Grêmio, Bragantino e Curitiba. Os resultados foram inacreditáveis, somando 9 jogos sem vencer”, diz o ex-zagueiro.

Gonçalves que também fez parte do time que ganhou a Taça de Guanabara em 1997, afirma que o que mais pesou no clube na fase final deste ano foi o aspecto emocional, que provocou uma baixa no rendimento dos jogadores.

“O time falhou no segundo turno, em uma fase decisiva, tendo uma queda de rendimento dos seus principais jogadores. Nessa reta final, quando ainda tinha uma vantagem que poderia sustentar para ser campeão, teve derrotas que foram provocadas, principalmente, por questões psicológicas dos jogadores que não conseguiram se fortalecer mentalmente para manter a vantagem que conseguiram no primeiro tempo. Com certeza essa virada será tema de debates em muitas rodas de futebol neste fim de ano.”

O ‘Profissional Botafogo’

Em toda a disputa, o ganhar e o perder faz parte, afinal sempre terá alguém para representar cada lado.

No mercado de trabalho essa disputa também acontece. Para usar uma analogia com o Campeonato Brasileiro deste ano, há profissionais como o Palmeiras: até vão mal no início, mas depois engatam num ritmo de trabalho eficiente e, na reta final de um desafio, como a conclusão de um projeto, não decepcionam quem está ao redor.

E, numa situação bem diferente desta, há quem sofra dos mesmos males do Botafogo neste Campeonato Brasileiro: começam muito bem uma empreitada, estavam em vias de ter um desempenho excepcional para uma promoção ou um aumento, por exemplo, e, no meio do processo, perde o foco — e deixa um rastro de decepção pelo caminho.

Para você que não pensa aposentar as chuteiras e precisa se preparar para o jogo do mercado de trabalho, especialistas explicam como criar resistência e estratégias para aguentar o tranco, justamente quando você é o profissional Botafogo, que precisa virar o jogo para chegar aonde quer na próxima oportunidade.

O “condicionamento psicológico”

Um dos principais motivos que podem ter levado o Botafogo a não chegar na final do Brasileirão pode ter sido a saúde mental, conforme sugerido pelo ex-jogador Gonçalves, que reforça que ter um bom “condicionamento psicológico” é tão preciso quanto o físico.

Essa virada de desempenho que aconteceu no Botafogo pode acontecer em diferentes fatores e dentro da psicologia existe um conhecido como “desamparo aprendido”, segundo Téo Nascimento, psicólogo e coordenador da equipe de psicologia da clínica Revitalis.

“Em muitas ocasiões, pessoas que costumam ter um grande potencial podem passar por um momento de virada, em que acaba de alguma forma se sabotando, muitas vezes porque acabou tendo alguma frustração chegando perto de alcançar algum objetivo.”

“Acaba que, dependendo da personalidade e da subjetividade de cada um, muitas vezes a pessoa vai interpretar isso como uma questão de incapacidade, com isso, ela vai internalizando uma crença de que em algum momento alguma coisa vai dar errado e aquele objetivo não será alcançado”, afirma o psicólogo.

Na maioria das vezes, Nascimento afirma que essa situação acontece de forma inconsciente, ou seja, a pessoa não se dá conta de que ela está de alguma forma ali se sabotando e acaba que, em algum momento isso acontece de fato – é o que pode ter acontecido com o time do Botafogo.

“Nos últimos jogos, a derrota vem se repetindo para o clube carioca. A equipe vai ali, consegue um placar e daqui a pouco a coisa desanda. É algo que pode ser relacionado ao desamparo apreendido. Eles tiveram algumas frustrações que pode ter gerado no grupo esse estado de insegurança ou de alerta inconscientemente de que já já a coisa irá desandar.”

Além dessa possível autossabotagem que pode ser comum em profissionais de qualquer setor, outras questões psicológicas podem impactar o indivíduo que está chegando na fase final, como a ansiedade gerada pela pressão interna e externa, além do cansaço que certamente pode aparecer após tanto esforço no início da disputa.

“A pessoa pode estar desenvolvendo recursos internos para lidar com todo o cansaço, pressão e expectativa do próprio sujeito que é gerado em torno de algum evento, da família, da sociedade, da empresa ou da torcida. Por isso é importante uma atenção especial para a saúde mental, e a psicoterapia é um dos meios que pode ajudar neste cenário”, afirma o psicólogo, que relembra como exemplo o caso da ginasta olímpica Simone Biles, que abandou as finais dos Jogos Olímpicos de Tóquio de 2020 para cuidar da saúde mental.

Técnicas para preparar a mente e o físico

Assim como a psicoterapia pode ajudar com a saúde mental, alguns exercícios são recomendados pela coaching profissional, Milena Brentan, para melhorar o desempenho de uma pessoa ou grupo, desde o início à fase final de um processo:

  • Pratique exercícios físicos: isso libera endorfina que ajuda a lidar com situações de estresse;
  • Aposte em hobbies: fazer o que gosta estimula a criatividade e a autoestima;
  • Técnicas de meditação ativa: ajuda a trazer mais concentração;
  • Yoga: une meditação e movimento do corpo, ou seja, mente e corpo e traz equilíbrio;
  • Aposte em técnicas de respiração: ajuda a controlar a ansiedade e traz foco;
  • Recorra a grupos de pessoas de confiança para trocar ideias e reflexões: pode conseguir ideias ou estratégias de como fazer o seu trabalho de uma forma mais produtiva e saudável.

“O mais importante do que fazer para encontrar a saúde física e mental, é achar o que funciona para cada um, porque é uma escolha muito pessoal e que exige autoconhecimento e experimentos”, afirma Brentan.

A posição da liderança

Não podemos esquecer que no meio esportivo ou corporativo o excesso de autoconfiança ou simplesmente a perda do foco pode fazer com que a pessoa não se prepare o suficiente para atingir o alvo, e neste caso, o papel do líder precisa ser destacado.

“O papel do líder, do técnico ou gestor é gerenciar uma equipe que irá fazer as entregas. O papel do líder não é fazer a entrega, é inspirar e motivar um time que vai fazer a entrega”, afirma Brentan.

Para reforçar como um líder pode ajudar no desempenho da equipe, assim como na sua saúde mental, a executiva traz as seguintes dicas:

  • Visão de longo prazo: quando o líder dá essa visão, ele faz todos lembrarem que aquela fase faz parte de um caminho, e que altos e baixos são esperados quando temos qualquer processo de trabalho. “Às vezes quando a pessoa está em um momento mais difícil, ela tem dificuldade de ver tudo o que já passou, conquistou e o caminho que falta para percorrer.”
  • Dividir uma grande meta em submetas: quando uma grande meta é quebrada por prazos e números, fica muito mais factível alcançar o resultado tão esperado;
  • Mapear o time: entender como desenvolver cada pessoa e o que está acontecendo no time é muito importante. Tem alguém que não está comprometido? Se sim, por qual motivo? Afinal, o comprometimento individual é um componente muito importante para o sucesso de uma equipe.

Como chegar lá?

No cenário profissional, o sucesso demanda mais do que momentos isolados de destaque, afirma Fernando Mantovani, diretor-geral da Robert Half América do Sul.

“Estabelecer metas de longo prazo é fundamental, porque são elas que nos fornecem uma direção clara para guiar o desenvolvimento profissional. A busca por educação continuada também é essencial e garante que as competências estejam sempre afiadas.”

Além de saber aonde quer chegar e de se preparar para as oportunidades, ter em mente que o ambiente é de alta concorrência e que sempre existirão pessoas talentosas ao nosso redor é crucial.

“Resiliência, persistência e uma compreensão realista de que, assim como no esporte, nem sempre alcançaremos o primeiro lugar é uma lição valiosa. Por isso, valorizar o progresso, independentemente do cargo alcançado ou de pequenas derrotas, é elementar para manter uma mentalidade positiva”, afirma Mantovani.

E se a derrota acontecer, como virar o jogo?

Após uma derrota profissional, é preciso realizar uma análise reflexiva da experiência e identificar pontos de melhoria. Ajustar metas, segundo Mantovani é uma abordagem adaptativa, não uma redução de ambição, e pode ser necessária para se alinhar às novas circunstâncias.

“Além da reciclagem de habilidades, o fortalecimento da rede profissional e a manutenção de uma mentalidade vencedora são alguns passos práticos para virar o jogo.”

Ao compreender que a carreira é uma jornada de longo prazo, é possível transformar cada revés em oportunidades de crescimento e preparação para futuros sucessos, afirma o diretor-geral da Robert Half.

“Fato é que não vemos ninguém que atingiu grandes resultados na carreira esportiva ou no mercado de trabalho, sem ter passado por dias difíceis, sem a necessidade de dedicação constante, sem resiliência, sem aquela força de vontade para continuar insistindo mesmo quando as coisas não estão indo tão bem ou não estão dando tão certo.”

O ex-jogador Gonçalves viveu uma experiência interessante que envolveu resiliência em um momento difícil de sua carreira. Em um clássico entre Flamengo e Botafogo no Maracanã, em 1989, Gonçalves jogava pelo Flamengo e na final acabou fazendo um gol contra.

O jogo terminou em 3 a 3, o que levou o Botafogo a ser campeão carioca estadual naquele ano, saindo de um jejum sem títulos há 21 anos.

“Depois daquele jogo algo inédito aconteceu, o Botafogo me contratou. Não lembro de um jogador fazer gol contra e um mês depois ser contratado pelo time que ele acabou ajudando a ganhar o título. No ano seguinte fui campeão estadual, dando uma volta por cima na minha carreira”, afirma Gonçalves.

Como criar resistência no momento mais delicado?

Em primeiro lugar, é preciso entender que momentos desafiadores surgirão durante toda a carreira, assim como nos jogos, e para eles precisam treinar bem as nossas habilidades comportamentais, afirma Mantovani.

“Existirão sempre altos e baixos e, durante os baixos, é fundamental persistir e acreditar no trabalho realizado até então. Para aguentar os trancos, os aspectos comportamentais são extremamente relevantes. Aqueles profissionais com competências bem desenvolvidas de inteligência emocional, adaptabilidade, comunicação, relacionamento interpessoal, entre outras, estão bem mais preparados para contornar situações difíceis.”

Entre as habilidades comportamentais que o ex-jogador Gonçalves reforça para um atleta e que vale para o mundo corporativo está a disciplina, a determinação e o saber trabalhar em equipe.

“São várias as características que um jogador ou profissional precisa ter para se tornar bem-sucedido. A principal delas é a qualidade técnica para dar resultado. Também é importante saber trabalhar em equipe e ser um atleta bem determinado, que corre dentro do campo, e disciplinado, que executa bem os fundamentos técnicos do jogo.”

Momentos delicados chegam para ensinar e aprimorar um profissional, seja ele de forma individual ou em equipe, e para Gonçalves o futebol é um bom exemplo de teste que pode ajudar na evolução humana.

“O futebol, assim como os demais esportes que geram paixões, nos ensinam a cada semana, com as vitórias e derrotas, a buscarmos entendimento para superarmos as provações que temos no nosso dia a dia. Alguns meios como o esporte e a espiritualidade pode trazer lições de evolução e ajudar o ser humano a ser bem-sucedido em todos as suas relações”.

‘Dormia com vape; medo de ficar sem desencadeava pânico’

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'Eu dormia com o vape na mão e tinha crises de pânico só de imaginar que ele estava acabando'

A influenciadora digital Chloë Marie Dubois, 22, não percebia a gravidade da dependência em vape até deixar de usá-lo. Cigarro eletrônico é febre entre os jovens

A influenciadora digital Chloë Marie Dubois, 22, usou o TikTok para alertar as pessoas sobre o vício causado pelo vape, dispositivo eletrônico que tem sido uma febre entre os jovens. Ela relatou a complexa abstinência que enfrentou ao parar de usá-lo.

O primeiro contato de Chloë com a nicotina foi por meio do cigarro eletrônico, aos 16 anos. Uma amiga pegou o dispositivo do pai e as duas fumaram juntas escondidas. Em seguida, a influenciadora digital experimentou o cigarro de menta e esse se tornou seu favorito.

“Depois eu fui para o Juul, para o tabaco e voltei para o vape. A vontade de fumar vai se tornando tão frequente que você começa a buscar formas mais fáceis de continuar cultivando o vício”, diz Chloë.

A influenciadora digital relata que usava o cigarro eletrônico por uma série de fatores. O que começou como uma maneira de se sentir descolada entre os amigos também fumantes tornou-se uma válvula de escape para lidar com problemas como a dificuldade em aceitar a própria imagem.

“O vape era maravilhoso porque inibia minha fome. Logo, eu não tinha vontade de comer e conseguia ficar o mais magra possível”, lembra.

A sensação de tranquilidade proporcionada pelo cigarro eletrônico também amenizava os sintomas de Chloë associados a depressão, ansiedade e ao transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH).

Os distúrbios psicológicos foram diagnosticados por um psiquiatra, mas a influenciadora digital não se adaptou ao tratamento medicamentoso. Além de não gostar da sensação que os remédios traziam, as drogas não pareciam necessárias, uma vez que a nicotina amenizava os sintomas.

Chloë relata que o uso do vape aumentou durante a pandemia, mas o auge foi neste ano. “Eu não podia sair de casa sem ele e tinha crises de pânico só de imaginar que estava acabando. Eu dormia com o vape na mão e ficava desesperada se o perdesse na cama. Se eu acordava durante a noite, dava um trago”, conta.

A influenciadora digital lembra de um episódio em que estava em uma festa e o seu vape acabou caindo dentro do vaso sanitário. Ela começou a chorar, desesperada, se perguntando o que iria fumar no resto da noite.

A virada de chave para parar de fumar

O aumento das notícias sobre os prejuízos do vape começaram a deixar Chloë preocupada. O estopim foi quando ela se deparou com o caso de um jovem, com uma idade próxima a sua, que estava com o pulmão coberto de manchas pretas devido ao uso do dispositivo eletrônico.

“No momento que vi uma pessoa, mais nova que eu, que fuma o mesmo tempo ou até menos que eu, e está morrendo em uma cama de hospital por ter o mesmo vício, me perguntei o que eu estava fazendo e quanto tempo eu tinha antes de me tornar aquela pessoa. O quão distante eu estava desse destino?”, refletiu na época.

Chloë decidiu conversar sobre o que estava acontecendo com pessoas próximas e recebeu apoio. Seu namorado propôs que os dois corressem meia maratona juntos, o que faria com que a influenciadora digital precisasse parar de fumar para ter um desempenho melhor.

Sem o vape desde agosto, a influenciadora digital conseguiu completar o desafio agora, em dezembro.

Sintomas de abstinência do vape

“Parar de fumar foi uma das coisas mais difíceis que fiz na minha vida”, declara Chloë. Isso porque ela sentiu sintomas de abstinência que pensava que não iria acontecer, já que acreditava que não era viciada em cigarro eletrônico.

A Associação Médica Brasileira (AMB) explica que o nível de nicotina no vape pode ser maior do que nos cigarros tradicionais e a substância é conhecida por causar dependência química. Logo, ao tentar parar de usar o dispositivo, os sintomas de abstinência surgem.

“A nicotina atua no sistema nervoso central, estimulando a liberação de dopamina, que é relacionada a sensação de prazer e recompensa. Além disso, toda vez que a pessoa consome a substância, o corpo vai desenvolvendo uma tolerância a ela e com isso vai sendo necessário aumentar a quantidade consumida para alcançar o mesmo efeito”, explica a psiquiatra Giovanna Brega Quinet de Andrade, que atua com dependência química na clínica Revitalis.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), a nicotina leva de sete a 19 segundos para chegar ao cérebro. Isso faz com que o início do processo de parar de fumar seja o mais difícil, amenizando com o passar do tempo.

“No meio do segundo mês, eu estava surtando. Pensei que estava grávida porque estava tendo crise de pânico e minha menstruação estava atrasada de tão ansiosa que fiquei. Tinha crises de choro desesperadoras. Sentia muita fome, depois não tinha vontade de comer”, lembra.

Os principais sintomas de abstinência, de acordo com o Inca, são:

  • Dor de cabeça;
  • Tontura;
  • Irritabilidade;
  • Alteração no sono;
  • Dificuldade de concentração;
  • Tosse;
  • Indisposição gástrica;
  • Intensa vontade de fumar.

Como aconteceu com a influenciadora digital, pode ocorrer ainda aumento de apetite, oscilação de humor e ansiedade, de acordo com a psiquiatra.

Quais são os prejuízos causados pelo vape?

O pneumologista Felipe Marques da Costa, da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, explica que ainda não se sabe todas as consequências do vape a longo prazo, porque pesquisas sobre o dispositivo eletrônico ainda estão sendo feitas e, consequentemente, novas informações vão surgindo.

“O principal risco a curto prazo é desenvolver lesão pulmonar associada ao uso de e-cigarette ou vaping (Evali), caracterizada por sintomas respiratórios e alterações nos exames de imagem do tórax”, esclarece o especialista.

Pacientes com Evali podem apresentar sintomas como tosse, falta de ar, chiado no peito, problemas gastrointestinais, além de indisposição.

Giovanna Brega Quinet de Andrade reforça que outro perigo em relação ao vape é a sua comercialização proibida no Brasil desde 2009. Ao ser um produto vendido sem fiscalização e autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), não há garantia de que ele é seguro.

“Se o produto não é regulamentado, ele não tem padrão de segurança, de qualidade. Logo, não se sabe quais são as substâncias que estão sendo usadas nele, a procedência e quantidade de cada uma”, detalha a psiquiatra.

A comercialização não regulamentada também abre portas para que jovens e até mesmo crianças usem o dispositivo eletrônico. No Reino Unido, por exemplo, um a cada seis adolescentes faz uso de vape, de acordo com a agência de padrões comerciais de Lancashire.

O que fazer para parar de fumar?

Como Chloë tem feito, o acompanhamento psicológico é fundamental para conseguir parar de fumar. A terapia pode ser associada ao tratamento medicamentoso com reposição de nicotina e remédios que auxiliam nos sintomas da abstinência.

“Grupos de apoio também são estratégias importantes que podem ajudar a pessoa a parar de usar o cigarro eletrônico”, completa Giovanna Brega Quinet de Andrade.

A busca por atividade física regular combinada com uma alimentação saudável também são importantes para a pessoa conseguir lidar com o vício do vape.

Podemos lhe ajudar a tomar a melhor decisão