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Pets para quem sofre com transtornos psicológicos

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Janeiro Branco e os benefícios dos pets na vida de pessoas que sofrem com transtornos psicológicos

O primeiro mês do ano é um convite para a conscientização sobre os cuidados com a saúde mental. A campanha Janeiro Branco, busca sensibilizar a população sobre a importância do cuidado com o bem-estar emocional, incentivando a prevenção dos transtornos psicológicos, a fim de criar um ambiente mais acolhedor e humano acerca das questões psíquicas.

O movimento se faz relevante, uma vez que o Brasil apresenta altos índices de transtornos de ansiedade e depressão. O país é líder na prevalência de doenças mentais, com estatísticas alarmantes, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). De acordo com uma última pesquisa divulgada em 2023, 26,8% dos brasileiros receberam diagnóstico médico de ansiedade, sendo que a faixa etária entre 18 e 24 anos apresenta um índice ainda mais preocupante, de 31,6% da população jovem afetada. Além disso, 12,7% dos brasileiros relataram ter recebido diagnóstico médico para depressão.

Neste sentido, a interação com animais de estimação, como cães e gatos, pode desempenhar um papel significativo na melhoria da saúde mental e emocional das pessoas, ainda mais nos jovens, que lideram o ranking de transtornos psicológicos no Brasil. O estresse, a ansiedade e a depressão são condições que afetam profundamente a qualidade de vida, e é neste cenário que os pets têm se mostrado aliados valiosos.

De acordo com o médico-veterinário da Petlove Pedro Risolia, “os pets são ótimos companheiros para acalmar e aliviar o estresse. Ao interagir com um cachorro, por exemplo, os níveis de ocitocina aumentam, trazem a sensação de bem-estar e diminui níveis de ansiedade”.

Na opinião da médica psiquiatra Emily Gomes de Souza, da clínica Revitalis, “os pets trazem alegria para a nossa vida, senso de cuidado e companheirismo. Quando a pessoa chega em casa e vê o seu cachorro todo feliz ao encontrar o dono, sem julgamentos e sem restrições, a sensação é de acolhimento”.

Pets e a redução do stress:

Um estudo conduzido pela Universidade do Estado de Washington, destacado pelo blog da Petlove, revelou que a presença de gatos pode contribuir para a redução do estresse, especialmente em pessoas sensíveis. A pesquisa, que fez um recorte da interação entre gatos e estudantes universitários, resultou em benefícios mentais, indicando que indivíduos mais propensos a se conectarem emocionalmente também se mostraram mais abertos a interações com felinos, além de lidarem melhor com a vida acadêmica.

Já pesquisadores da Universidade de Basel, na Suíça, estudaram os efeitos positivos da interação com cães na saúde mental das pessoas. Ao acariciar cachorros, a atividade cerebral pré-frontal, associada ao gerenciamento de emoções e interações sociais, apresentou uma resposta positiva. Os benefícios dessa relação persistiram mesmo após o fim do contato com os animais, indicando um potencial terapêutico para pessoas com déficits socioemocionais, como ansiedade e depressão.

É cientificamente comprovado que a convivência com pets traz inúmeros benefícios para o bem-estar humano, tanto físico quanto emocional. A presença dos animais de estimação tem um impacto direto nos sentimentos da população, proporcionando alívio e melhora na qualidade de vida. Segundo Pedro Risolia, outra vantagem que a convivência com pets traz é a empatia, que ajuda na interação social. “Os pets possuem sentimentos e necessidades, que serão percebidos ao longo do convívio. Isso faz com que o tutor tenha uma noção maior sobre respeito e empatia com as pessoas ao seu redor”, afirmou.

Pessoas que têm animais de estimação apresentam um alívio no estresse, redução da ansiedade e podem até mesmo melhorar quadros depressivos. Durante o Janeiro Branco, é essencial lembrar que para cuidar da nossa saúde mental, a presença afetuosa dos nossos companheiros peludos pode fazer uma diferença significativa em nossa jornada rumo ao bem-estar emocional.

A psiquiatra da clínica Revitalis destaca um estudo publicado em 2021 na Frontiers in Veterinary Science: “essa interação traz diversos efeitos biológicos na frequência cardíaca e ativa indicadores neuroquímicos de comportamento afiliativo, que é a liberação de dopamina, prolactina e endorfina. Observa-se também a redução na concentração sérica do cortisol, hormônio relacionado ao estresse”, finaliza a Dr.ª Emily Gomes de Souza.

Sobre o Grupo Petlove

Fundada em 1999, a Petlove iniciou suas atividades como um e-commerce, pioneiro no setor no país, e hoje se consolida como o primeiro ecossistema pet no Brasil. Atualmente, a companhia engloba outras frentes de negócios, como saúde, hospedagem e serviços, sempre focada em oferecer soluções completas para tutores e pets, seja no mundo virtual ou presencial. Com as frentes de planos de saúde e os serviços da DogHero, a companhia conecta a jornada do cliente, que pode resolver todas as questões relativas ao pet em um só lugar. A empresa também tem forte atuação no segmento B2B e busca a valorização dos profissionais do setor, com soluções voltadas a médicos veterinários e petshops, empreendedores e pet sitters, fortalecendo todo o ecossistema pet por meio das plataformas de conteúdos técnicos e auxílio ao médico veterinário e de gestão de negócios com as marcas Vet Smart e Vetus, respectivamente.

Sobre a Revitalis

A clínica foi fundada em 2013, no Rio de Janeiro, mais precisamente na reserva biológica de Araras, em Petrópolis. Em meio a natureza, o ambiente conta com 90 leitos de internação e preza pela excelência no que se refere ao tratamento da saúde mental. Em 2017, foi inaugurada a filial da Revitalis que fica localizada em Botafogo, na capital fluminense. A clínica é referência no tratamento da saúde mental para o público infanto-juvenil e adultos, e oferece serviços como internação, hospital-dia, ambulatório de psiquiatria, procedimentos de neuroestimulação e infusão medicamentosa para casos crônicos. Uma solução completa em saúde mental, focada na excelência do tratamento através da combinação de valores humanos e técnicos e na experiência do paciente integrado à natureza.

Vida nova: 5 dicas para ter mais saúde em 2024

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Vida nova: 5 dicas para ter mais saúde em 2024

Um novo ano acaba de começar, o que é a oportunidade perfeita para tirar do papel todos os planos e metas estabelecidas. Para quem deseja cuidar mais da saúde em 2024, alguns aspectos devem receber atenção durante os próximos 12 meses. Pensando nisso, separamos 5 pilares de uma vida saudável para adotar neste ano que se inicia. Confira:

Dormir bem

Não há nada como uma boa noite de sono. Mas, infelizmente, a maior parte dos brasileiros não sabe o que é dormir bem. Segundo dados coletados por pesquisadores da USP e UNIFESP, 65% da população do país relata problemas para dormir, o que pode ter impactos desastrosos na saúde.

De acordo com a cirurgiã vascular Dra. Aline Lamaita, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, a qualidade de sono é um dos grandes pilares da medicina do estilo de vida. Segundo ela, o ideal é dormir consistentemente de sete a oito horas por dia. “Fugir desses valores é colocar a saúde em risco”, diz a médica.

“Irritabilidade, dificuldade de concentração e cansaço durante o dia podem ser sinais de que você não está dormindo o bastante ou  seu sono não está sendo reparador, mesmo se você tem a impressão que dormiu tempo suficiente”, afirma.

Dentre os diferentes danos à saúde, Aline aponta que noites mal dormidas podem favorecer o ganho de peso, prejudicar a pele, danificar os rins e até mesmo a fertilidade. Portanto, para um 2024 mais saudável, dormir bem é fundamental.

Alimentação equilibrada

Você certamente já ouviu a expressão “você é o que come”. Isso porque a alimentação, de fato, fala muito sobre nossa saúde e o nosso corpo. Além disso, não restam dúvidas sobre o quanto a prática de comer de maneira correta pode influenciar no organismo, na reconstrução de células, tecidos e até dos ossos. Uma alimentação adequada também ajuda a melhorar quadros de doenças simples até às mais complexas.

A Dra. Tassiane Alvarenga, médica endocrinologista e metabologia à pela USP, destaca que  diminuir o consumo de alimentos processados e ricos em açúcar, sal e gorduras saturadas é crucial para prevenir condições crônicas, como diabetes tipo 2, doenças cardíacas, hipertensão arterial e obesidade. Já o consumo regular de alimentos ricos em fibras, como aveia e leguminosas, por outro lado, ajuda a controlar os níveis de colesterol, prevenindo doenças cardíacas. “Além disso, a inclusão de ácidos graxos ômega-3, encontrados em peixes gordos como salmão e sardinha, tem demonstrado benefícios na prevenção de doenças cerebrovasculares”, explica a especialista.

Atividade física

Se você planeja ter mais saúde em 2024, abandonar o sedentarismo deve estar entre as suas primeiras atitudes do ano. Claro que a falta de tempo – e dinheiro – podem contribuir para a inatividade física, mas é preciso fugir disso.

O neurocirurgião Dr. Antônio Araújo explica que a atividade física melhora a função cognitiva, o equilíbrio e a força, o que ajuda tanto na prevenção de doenças neurológicas como no alívio de sintomas.

Além disso, a prática de exercícios ajuda a preservar a mobilidade ao longo da vida, e funciona como um verdadeiro remédio, graças à liberação de hormônios importantes para o organismo.

“A liberação de endorfina e serotonina é a principal aposta para auxiliar nas fortes dores de cabeça, pois os hormônios atuam como analgésicos naturais. O cortisol – hormônio do estresse – pode ser reduzido através da prática saudável, gerando um efeito anti-inflamatório para o tratamento das doenças”, aponta o Dr. Antônio.

Equilíbrio hormonal

Aliás, o equilíbrio hormonal é imprescindível para uma vida saudável, uma vez que os hormônios basicamente controlam a harmonia do nosso organismo. Eles são responsáveis pelo metabolismo e processo digestivo, e por isso diretamente em diferentes aspectos da saúde.

Os hormônios são produzidos pelas glândulas do sistema endócrino e lançados na corrente sanguínea, cada um com uma tarefa específica em diferentes partes do nosso corpo. Por isso é tão importante eles estarem regulados, em pleno funcionamento.

É importante focarmos especialmente nos hormônios do bem-estar, como explica a nutricionista da Vitamine-se, Mayara Stankevicius. “Quando estão em níveis adequados, nos sentimos com mais energia, motivados e capazes de lidar com os desafios do dia a dia”, afirma. Eles ainda regulam o sono, melhoram a memória e aumentam a resistência.

Contudo, o desequilíbrio hormonal potencializa os níveis dos hormônios do bem-estar e diversas doenças. Ou seja, a falta de serotonina se relaciona com a depressão, ansiedade, distúrbios do sono e transtornos alimentares, como a compulsão alimentar, por exemplo. Já a precariedade de endorfina resulta em baixa tolerância à dor, sensação de tristeza e falta de motivação.

“A falta de oxitocina ainda é associada com a depressão pós-parto. Isso porque, durante o nascimento do bebê, ela desempenha um papel importante no vínculo mãe-criança e na regulação do humor”, declara Stankevicius.

Saúde mental em foco

Quem deseja ter mais saúde em 2024, não deve negligenciar a saúde mental de nenhuma forma. No entanto, sabemos que, no mundo atual, existem vários fatores que prejudicam nosso bem-estar mental e emocional e que podem passar despercebidos na correria do dia a dia.

“Problemas de saúde mental, como ansiedade e depressão, possuem fatores imutáveis, como a genética. Porém, eles também têm forte influência pelos nossos hábitos, o que muitas vezes fazemos de forma inconsciente das suas consequências”, adverte o psiquiatra Dr. Flávio H. Nascimento.

Dentre os hábitos que afetam diretamente a nossa saúde mental, Flávio aponta especialmente o excesso de celular, dormir mal, perfeccionismo extremo, consumo excessivo de álcool e drogas e a conduta de exprimir sentimentos.

Por outro lado, de acordo com o Dr. Sérgio Rocha, psiquiatra e Diretor Técnico da Clínica Revitalis, é possível prevenir alguns tipos de transtornos inserindo algumas atividades na rotina, como caminhar, se alimentar bem e dormir. O psiquiatra recomenda ainda buscar fazer terapia e adotar práticas como a meditação.

Janeiro, saúde mental e pet: qual a relação entre eles?

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Foto do(a) blog Comportamento Animal Dicas e curiosidades sobre animais Janeiro, saúde mental e pet: qual a relação entre eles?

Janeiro branco é a oportunidade de iniciar o ano refletindo sobre o que é saúde mental para humanos e animais, além de como os animais podem ajudar na nossa vitalidade. Mas será que isso é benéfico a eles? Veja mais.

O primeiro mês do ano é um convite para a conscientização sobre os cuidados com a saúde mental. A campanha Janeiro Branco, busca sensibilizar a população sobre a importância do cuidado com o bem-estar emocional, incentivando a prevenção dos transtornos psicológicos, a fim de criar um ambiente mais acolhedor e humano acerca das questões psíquicas.

O movimento se faz relevante, uma vez que o Brasil apresenta altos índices de transtornos de ansiedade e depressão. O país é líder na prevalência de doenças mentais, com estatísticas alarmantes, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). De acordo com uma última pesquisa divulgada em 2023, 26,8% dos brasileiros receberam diagnóstico médico de ansiedade, sendo que a faixa etária entre 18 e 24 anos apresenta um índice ainda mais elevado. Isso sem falar das diversas pessoas que sofrem com esse problema, mas não buscam ajuda. Ainda há muito preconceito e vergonha. Isso sem falar em crise de pânico, depressão e tantas outras doenças ou transtornos.

E quando falamos sobre saúde mental dos pets?

Se já é um tabu falar sobre depressão ou ansiedade em humanos, o que dirá em pets. Ter um tutor que compreenda que tal comportamento do animal precisa de ajuda é um alento para o animal e para os profissionais.

Um assunto que eu adoro estudar (e foi tema do meu doutorado) é a Ansiedade por Separação. Alguns autores comparam os comportamentos apresentados pelo cão na ausência do tutor, com crise de pânico. Porém, muitos ainda relacionam o xixi fora do lugar ou a destruição à birra. O que só atrasa o diagnóstico e tratamento, aumentando o sofrimento de todos os envolvidos.

“A importância do Janeiro, como Mês de Conscientização sobre o Bem-Estar e Saúde Mental dos Animais, reside no fato de que muitas vezes os animais são negligenciados nesses aspectos. É essencial conscientizar as pessoas sobre a importância de cuidar do bem-estar e da saúde mental dos animais, para que recebam os cuidados adequados, tenham uma vida saudável e sejam tratados com dignidade e respeito. Além disso, a conscientização pode ajudar a promover a adoção responsável e a prevenir situações de abuso e maus tratos”, afirma a veterinária Ana Iris Batista.

E se juntar a saúde mental dos humanos e dos pets?

A interação com animais de estimação, como cães e gatos, pode desempenhar um papel significativo na melhoria da saúde mental e emocional das pessoas, ainda mais nos jovens, que lideram o ranking de transtornos psicológicos no Brasil. O estresse, a ansiedade e a depressão são condições que afetam profundamente a qualidade de vida, e é neste cenário que os pets têm se mostrado aliados valiosos.

De acordo com o médico-veterinário da Petlove Pedro Risolia, “os pets são ótimos companheiros para acalmar e aliviar o estresse. Ao interagir com um cachorro, por exemplo, os níveis de ocitocina aumentam, trazem a sensação de bem-estar e diminui níveis de ansiedade”.

Na opinião da médica psiquiatra Emily Gomes de Souza, da clínica Revitalis, “os pets trazem alegria para a nossa vida, senso de cuidado e companheirismo. Quando a pessoa chega em casa e vê o seu cachorro todo feliz ao encontrar o dono, sem julgamentos e sem restrições, a sensação é de acolhimento”.

Mas é bem aí que mora um porém. Tudo bem ter um pet para nos ajudar a lidar com a rotina ou dificuldades. Mas será que o animal está preparado para exercer esse papel? Será que ele também não está lidando com dificuldades sociais, crises de ansiedade, até mesmo necessitando de medicação para melhorar seu bem-estar?

E pensando além: será que esse animal não poderá servir de bengala para esse humano, que, ao não lidar com suas questões emocionais, coloca sua razão de existir no pet?! E se (Deus o livre!) esse animal morre, fica doente, se perde, sei lá…? Será que não será ainda pior ter que lidar com a ansiedade, depressão e o luto?

Pets e a redução do stress

Um estudo conduzido pela Universidade do Estado de Washington revelou que a presença de gatos pode contribuir para a redução do estresse. A pesquisa, que fez um recorte da interação entre gatos e estudantes universitários, resultou em benefícios mentais, indicando que indivíduos mais propensos a se conectarem emocionalmente também se mostraram mais abertos a interações com felinos, além de lidarem melhor com a vida acadêmica.

Já pesquisadores da Universidade de Basel, na Suíça, estudaram os efeitos positivos da interação com cães na saúde mental das pessoas. Ao acariciar cachorros, a atividade cerebral pré-frontal, associada ao gerenciamento de emoções e interações sociais, apresentou uma resposta positiva. Os benefícios dessa relação persistiram mesmo após o fim do contato com os animais, indicando um potencial terapêutico para pessoas com déficits socioemocionais, como ansiedade e depressão.

Profissional Botafogo: Como evitar a queda de rendimento

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BOTAFOGO

Destacar-se em todas as etapas para chegar na final é desafiador tanto no esporte quanto no mercado de trabalho, mas criar resistência para não deixar o sucesso escapar na reta final é um desafio

O futebol traz lições valiosas para a vida profissional. Um exemplo foi o que aconteceu com Botafogo, que surpreendeu torcedores no Campeonato Brasileiro. Da expectativa de levar o título do Brasileirão, a realidade é que o clube carioca viu as chances de ser campeão este ano diminuírem bastante após a virada de 4 a 3 contra o Palmeiras no Engenhão, no último dia 1º de novembro.

“O Botafogo meio que deixou o título no jogo contra o Palmeiras, que cresceu no jogo, empatou e virou”, diz Donizete Pantera, ex-atacante do Botafogo que disputou e ganhou o único título do Brasileirão do Botafogo, em 1995.

Ele acrescenta que aquela vitória era muito importante para o Botafogo, e “deu uma desanimada na torcida e nos jogadores.” Hoje, o clube não tem mais chances de vencer o Brasileiro em 2023.

O que faltou para o Botafogo ser campeão neste ano?

Administração e concentração foram dois elementos em falta para o clube este ano, diz Donizete.

“Neste Campeonato Brasileiro o Botafogo começou muito bem, deixando uma boa gordura, mas não pensávamos que ia acontecer o que está acontecendo, o Botafogo perdeu toda essa gordura e alguns clubes, que pensávamos que já estava descansando a cabeça para o ano que vem, cresceram e chegaram no topo, enquanto o Botafogo caiu. Faltou administração e um pouco mais de concentração para que não deixasse escapar algumas vitórias, que acabaram escapando.”

Para Gonçalves, ex-zagueiro do Botafogo e campeão pelo time em 1995, não foi apenas o jogo contra o Palmeiras que acabou tirando o título do clube, mas a sequência de derrotas para outros times importantes.

“O clube realizou uma campanha histórica no primeiro turno, que fez com que todos os torcedores passassem a sonhar com o título, como nunca sonharam nos últimos 28 anos”, diz Gonçalves. “Mas no segundo turno, a forma como o Botafogo perdeu causou uma frustração muito grande nos torcedores.”

“O Botafogo deixou escapar a vitória em vários jogos importante como o jogo contra o Palmeiras, Grêmio, Bragantino e Curitiba. Os resultados foram inacreditáveis, somando 9 jogos sem vencer”, diz o ex-zagueiro.

Gonçalves que também fez parte do time que ganhou a Taça de Guanabara em 1997, afirma que o que mais pesou no clube na fase final deste ano foi o aspecto emocional, que provocou uma baixa no rendimento dos jogadores.

“O time falhou no segundo turno, em uma fase decisiva, tendo uma queda de rendimento dos seus principais jogadores. Nessa reta final, quando ainda tinha uma vantagem que poderia sustentar para ser campeão, teve derrotas que foram provocadas, principalmente, por questões psicológicas dos jogadores que não conseguiram se fortalecer mentalmente para manter a vantagem que conseguiram no primeiro tempo. Com certeza essa virada será tema de debates em muitas rodas de futebol neste fim de ano.”

O ‘Profissional Botafogo’

Em toda a disputa, o ganhar e o perder faz parte, afinal sempre terá alguém para representar cada lado.

No mercado de trabalho essa disputa também acontece. Para usar uma analogia com o Campeonato Brasileiro deste ano, há profissionais como o Palmeiras: até vão mal no início, mas depois engatam num ritmo de trabalho eficiente e, na reta final de um desafio, como a conclusão de um projeto, não decepcionam quem está ao redor.

E, numa situação bem diferente desta, há quem sofra dos mesmos males do Botafogo neste Campeonato Brasileiro: começam muito bem uma empreitada, estavam em vias de ter um desempenho excepcional para uma promoção ou um aumento, por exemplo, e, no meio do processo, perde o foco — e deixa um rastro de decepção pelo caminho.

Para você que não pensa aposentar as chuteiras e precisa se preparar para o jogo do mercado de trabalho, especialistas explicam como criar resistência e estratégias para aguentar o tranco, justamente quando você é o profissional Botafogo, que precisa virar o jogo para chegar aonde quer na próxima oportunidade.

O “condicionamento psicológico”

Um dos principais motivos que podem ter levado o Botafogo a não chegar na final do Brasileirão pode ter sido a saúde mental, conforme sugerido pelo ex-jogador Gonçalves, que reforça que ter um bom “condicionamento psicológico” é tão preciso quanto o físico.

Essa virada de desempenho que aconteceu no Botafogo pode acontecer em diferentes fatores e dentro da psicologia existe um conhecido como “desamparo aprendido”, segundo Téo Nascimento, psicólogo e coordenador da equipe de psicologia da clínica Revitalis.

“Em muitas ocasiões, pessoas que costumam ter um grande potencial podem passar por um momento de virada, em que acaba de alguma forma se sabotando, muitas vezes porque acabou tendo alguma frustração chegando perto de alcançar algum objetivo.”

“Acaba que, dependendo da personalidade e da subjetividade de cada um, muitas vezes a pessoa vai interpretar isso como uma questão de incapacidade, com isso, ela vai internalizando uma crença de que em algum momento alguma coisa vai dar errado e aquele objetivo não será alcançado”, afirma o psicólogo.

Na maioria das vezes, Nascimento afirma que essa situação acontece de forma inconsciente, ou seja, a pessoa não se dá conta de que ela está de alguma forma ali se sabotando e acaba que, em algum momento isso acontece de fato – é o que pode ter acontecido com o time do Botafogo.

“Nos últimos jogos, a derrota vem se repetindo para o clube carioca. A equipe vai ali, consegue um placar e daqui a pouco a coisa desanda. É algo que pode ser relacionado ao desamparo apreendido. Eles tiveram algumas frustrações que pode ter gerado no grupo esse estado de insegurança ou de alerta inconscientemente de que já já a coisa irá desandar.”

Além dessa possível autossabotagem que pode ser comum em profissionais de qualquer setor, outras questões psicológicas podem impactar o indivíduo que está chegando na fase final, como a ansiedade gerada pela pressão interna e externa, além do cansaço que certamente pode aparecer após tanto esforço no início da disputa.

“A pessoa pode estar desenvolvendo recursos internos para lidar com todo o cansaço, pressão e expectativa do próprio sujeito que é gerado em torno de algum evento, da família, da sociedade, da empresa ou da torcida. Por isso é importante uma atenção especial para a saúde mental, e a psicoterapia é um dos meios que pode ajudar neste cenário”, afirma o psicólogo, que relembra como exemplo o caso da ginasta olímpica Simone Biles, que abandou as finais dos Jogos Olímpicos de Tóquio de 2020 para cuidar da saúde mental.

Técnicas para preparar a mente e o físico

Assim como a psicoterapia pode ajudar com a saúde mental, alguns exercícios são recomendados pela coaching profissional, Milena Brentan, para melhorar o desempenho de uma pessoa ou grupo, desde o início à fase final de um processo:

  • Pratique exercícios físicos: isso libera endorfina que ajuda a lidar com situações de estresse;
  • Aposte em hobbies: fazer o que gosta estimula a criatividade e a autoestima;
  • Técnicas de meditação ativa: ajuda a trazer mais concentração;
  • Yoga: une meditação e movimento do corpo, ou seja, mente e corpo e traz equilíbrio;
  • Aposte em técnicas de respiração: ajuda a controlar a ansiedade e traz foco;
  • Recorra a grupos de pessoas de confiança para trocar ideias e reflexões: pode conseguir ideias ou estratégias de como fazer o seu trabalho de uma forma mais produtiva e saudável.

“O mais importante do que fazer para encontrar a saúde física e mental, é achar o que funciona para cada um, porque é uma escolha muito pessoal e que exige autoconhecimento e experimentos”, afirma Brentan.

A posição da liderança

Não podemos esquecer que no meio esportivo ou corporativo o excesso de autoconfiança ou simplesmente a perda do foco pode fazer com que a pessoa não se prepare o suficiente para atingir o alvo, e neste caso, o papel do líder precisa ser destacado.

“O papel do líder, do técnico ou gestor é gerenciar uma equipe que irá fazer as entregas. O papel do líder não é fazer a entrega, é inspirar e motivar um time que vai fazer a entrega”, afirma Brentan.

Para reforçar como um líder pode ajudar no desempenho da equipe, assim como na sua saúde mental, a executiva traz as seguintes dicas:

  • Visão de longo prazo: quando o líder dá essa visão, ele faz todos lembrarem que aquela fase faz parte de um caminho, e que altos e baixos são esperados quando temos qualquer processo de trabalho. “Às vezes quando a pessoa está em um momento mais difícil, ela tem dificuldade de ver tudo o que já passou, conquistou e o caminho que falta para percorrer.”
  • Dividir uma grande meta em submetas: quando uma grande meta é quebrada por prazos e números, fica muito mais factível alcançar o resultado tão esperado;
  • Mapear o time: entender como desenvolver cada pessoa e o que está acontecendo no time é muito importante. Tem alguém que não está comprometido? Se sim, por qual motivo? Afinal, o comprometimento individual é um componente muito importante para o sucesso de uma equipe.

Como chegar lá?

No cenário profissional, o sucesso demanda mais do que momentos isolados de destaque, afirma Fernando Mantovani, diretor-geral da Robert Half América do Sul.

“Estabelecer metas de longo prazo é fundamental, porque são elas que nos fornecem uma direção clara para guiar o desenvolvimento profissional. A busca por educação continuada também é essencial e garante que as competências estejam sempre afiadas.”

Além de saber aonde quer chegar e de se preparar para as oportunidades, ter em mente que o ambiente é de alta concorrência e que sempre existirão pessoas talentosas ao nosso redor é crucial.

“Resiliência, persistência e uma compreensão realista de que, assim como no esporte, nem sempre alcançaremos o primeiro lugar é uma lição valiosa. Por isso, valorizar o progresso, independentemente do cargo alcançado ou de pequenas derrotas, é elementar para manter uma mentalidade positiva”, afirma Mantovani.

E se a derrota acontecer, como virar o jogo?

Após uma derrota profissional, é preciso realizar uma análise reflexiva da experiência e identificar pontos de melhoria. Ajustar metas, segundo Mantovani é uma abordagem adaptativa, não uma redução de ambição, e pode ser necessária para se alinhar às novas circunstâncias.

“Além da reciclagem de habilidades, o fortalecimento da rede profissional e a manutenção de uma mentalidade vencedora são alguns passos práticos para virar o jogo.”

Ao compreender que a carreira é uma jornada de longo prazo, é possível transformar cada revés em oportunidades de crescimento e preparação para futuros sucessos, afirma o diretor-geral da Robert Half.

“Fato é que não vemos ninguém que atingiu grandes resultados na carreira esportiva ou no mercado de trabalho, sem ter passado por dias difíceis, sem a necessidade de dedicação constante, sem resiliência, sem aquela força de vontade para continuar insistindo mesmo quando as coisas não estão indo tão bem ou não estão dando tão certo.”

O ex-jogador Gonçalves viveu uma experiência interessante que envolveu resiliência em um momento difícil de sua carreira. Em um clássico entre Flamengo e Botafogo no Maracanã, em 1989, Gonçalves jogava pelo Flamengo e na final acabou fazendo um gol contra.

O jogo terminou em 3 a 3, o que levou o Botafogo a ser campeão carioca estadual naquele ano, saindo de um jejum sem títulos há 21 anos.

“Depois daquele jogo algo inédito aconteceu, o Botafogo me contratou. Não lembro de um jogador fazer gol contra e um mês depois ser contratado pelo time que ele acabou ajudando a ganhar o título. No ano seguinte fui campeão estadual, dando uma volta por cima na minha carreira”, afirma Gonçalves.

Como criar resistência no momento mais delicado?

Em primeiro lugar, é preciso entender que momentos desafiadores surgirão durante toda a carreira, assim como nos jogos, e para eles precisam treinar bem as nossas habilidades comportamentais, afirma Mantovani.

“Existirão sempre altos e baixos e, durante os baixos, é fundamental persistir e acreditar no trabalho realizado até então. Para aguentar os trancos, os aspectos comportamentais são extremamente relevantes. Aqueles profissionais com competências bem desenvolvidas de inteligência emocional, adaptabilidade, comunicação, relacionamento interpessoal, entre outras, estão bem mais preparados para contornar situações difíceis.”

Entre as habilidades comportamentais que o ex-jogador Gonçalves reforça para um atleta e que vale para o mundo corporativo está a disciplina, a determinação e o saber trabalhar em equipe.

“São várias as características que um jogador ou profissional precisa ter para se tornar bem-sucedido. A principal delas é a qualidade técnica para dar resultado. Também é importante saber trabalhar em equipe e ser um atleta bem determinado, que corre dentro do campo, e disciplinado, que executa bem os fundamentos técnicos do jogo.”

Momentos delicados chegam para ensinar e aprimorar um profissional, seja ele de forma individual ou em equipe, e para Gonçalves o futebol é um bom exemplo de teste que pode ajudar na evolução humana.

“O futebol, assim como os demais esportes que geram paixões, nos ensinam a cada semana, com as vitórias e derrotas, a buscarmos entendimento para superarmos as provações que temos no nosso dia a dia. Alguns meios como o esporte e a espiritualidade pode trazer lições de evolução e ajudar o ser humano a ser bem-sucedido em todos as suas relações”.

‘Dormia com vape; medo de ficar sem desencadeava pânico’

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'Eu dormia com o vape na mão e tinha crises de pânico só de imaginar que ele estava acabando'

A influenciadora digital Chloë Marie Dubois, 22, não percebia a gravidade da dependência em vape até deixar de usá-lo. Cigarro eletrônico é febre entre os jovens

A influenciadora digital Chloë Marie Dubois, 22, usou o TikTok para alertar as pessoas sobre o vício causado pelo vape, dispositivo eletrônico que tem sido uma febre entre os jovens. Ela relatou a complexa abstinência que enfrentou ao parar de usá-lo.

O primeiro contato de Chloë com a nicotina foi por meio do cigarro eletrônico, aos 16 anos. Uma amiga pegou o dispositivo do pai e as duas fumaram juntas escondidas. Em seguida, a influenciadora digital experimentou o cigarro de menta e esse se tornou seu favorito.

“Depois eu fui para o Juul, para o tabaco e voltei para o vape. A vontade de fumar vai se tornando tão frequente que você começa a buscar formas mais fáceis de continuar cultivando o vício”, diz Chloë.

A influenciadora digital relata que usava o cigarro eletrônico por uma série de fatores. O que começou como uma maneira de se sentir descolada entre os amigos também fumantes tornou-se uma válvula de escape para lidar com problemas como a dificuldade em aceitar a própria imagem.

“O vape era maravilhoso porque inibia minha fome. Logo, eu não tinha vontade de comer e conseguia ficar o mais magra possível”, lembra.

A sensação de tranquilidade proporcionada pelo cigarro eletrônico também amenizava os sintomas de Chloë associados a depressão, ansiedade e ao transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH).

Os distúrbios psicológicos foram diagnosticados por um psiquiatra, mas a influenciadora digital não se adaptou ao tratamento medicamentoso. Além de não gostar da sensação que os remédios traziam, as drogas não pareciam necessárias, uma vez que a nicotina amenizava os sintomas.

Chloë relata que o uso do vape aumentou durante a pandemia, mas o auge foi neste ano. “Eu não podia sair de casa sem ele e tinha crises de pânico só de imaginar que estava acabando. Eu dormia com o vape na mão e ficava desesperada se o perdesse na cama. Se eu acordava durante a noite, dava um trago”, conta.

A influenciadora digital lembra de um episódio em que estava em uma festa e o seu vape acabou caindo dentro do vaso sanitário. Ela começou a chorar, desesperada, se perguntando o que iria fumar no resto da noite.

A virada de chave para parar de fumar

O aumento das notícias sobre os prejuízos do vape começaram a deixar Chloë preocupada. O estopim foi quando ela se deparou com o caso de um jovem, com uma idade próxima a sua, que estava com o pulmão coberto de manchas pretas devido ao uso do dispositivo eletrônico.

“No momento que vi uma pessoa, mais nova que eu, que fuma o mesmo tempo ou até menos que eu, e está morrendo em uma cama de hospital por ter o mesmo vício, me perguntei o que eu estava fazendo e quanto tempo eu tinha antes de me tornar aquela pessoa. O quão distante eu estava desse destino?”, refletiu na época.

Chloë decidiu conversar sobre o que estava acontecendo com pessoas próximas e recebeu apoio. Seu namorado propôs que os dois corressem meia maratona juntos, o que faria com que a influenciadora digital precisasse parar de fumar para ter um desempenho melhor.

Sem o vape desde agosto, a influenciadora digital conseguiu completar o desafio agora, em dezembro.

Sintomas de abstinência do vape

“Parar de fumar foi uma das coisas mais difíceis que fiz na minha vida”, declara Chloë. Isso porque ela sentiu sintomas de abstinência que pensava que não iria acontecer, já que acreditava que não era viciada em cigarro eletrônico.

A Associação Médica Brasileira (AMB) explica que o nível de nicotina no vape pode ser maior do que nos cigarros tradicionais e a substância é conhecida por causar dependência química. Logo, ao tentar parar de usar o dispositivo, os sintomas de abstinência surgem.

“A nicotina atua no sistema nervoso central, estimulando a liberação de dopamina, que é relacionada a sensação de prazer e recompensa. Além disso, toda vez que a pessoa consome a substância, o corpo vai desenvolvendo uma tolerância a ela e com isso vai sendo necessário aumentar a quantidade consumida para alcançar o mesmo efeito”, explica a psiquiatra Giovanna Brega Quinet de Andrade, que atua com dependência química na clínica Revitalis.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), a nicotina leva de sete a 19 segundos para chegar ao cérebro. Isso faz com que o início do processo de parar de fumar seja o mais difícil, amenizando com o passar do tempo.

“No meio do segundo mês, eu estava surtando. Pensei que estava grávida porque estava tendo crise de pânico e minha menstruação estava atrasada de tão ansiosa que fiquei. Tinha crises de choro desesperadoras. Sentia muita fome, depois não tinha vontade de comer”, lembra.

Os principais sintomas de abstinência, de acordo com o Inca, são:

  • Dor de cabeça;
  • Tontura;
  • Irritabilidade;
  • Alteração no sono;
  • Dificuldade de concentração;
  • Tosse;
  • Indisposição gástrica;
  • Intensa vontade de fumar.

Como aconteceu com a influenciadora digital, pode ocorrer ainda aumento de apetite, oscilação de humor e ansiedade, de acordo com a psiquiatra.

Quais são os prejuízos causados pelo vape?

O pneumologista Felipe Marques da Costa, da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, explica que ainda não se sabe todas as consequências do vape a longo prazo, porque pesquisas sobre o dispositivo eletrônico ainda estão sendo feitas e, consequentemente, novas informações vão surgindo.

“O principal risco a curto prazo é desenvolver lesão pulmonar associada ao uso de e-cigarette ou vaping (Evali), caracterizada por sintomas respiratórios e alterações nos exames de imagem do tórax”, esclarece o especialista.

Pacientes com Evali podem apresentar sintomas como tosse, falta de ar, chiado no peito, problemas gastrointestinais, além de indisposição.

Giovanna Brega Quinet de Andrade reforça que outro perigo em relação ao vape é a sua comercialização proibida no Brasil desde 2009. Ao ser um produto vendido sem fiscalização e autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), não há garantia de que ele é seguro.

“Se o produto não é regulamentado, ele não tem padrão de segurança, de qualidade. Logo, não se sabe quais são as substâncias que estão sendo usadas nele, a procedência e quantidade de cada uma”, detalha a psiquiatra.

A comercialização não regulamentada também abre portas para que jovens e até mesmo crianças usem o dispositivo eletrônico. No Reino Unido, por exemplo, um a cada seis adolescentes faz uso de vape, de acordo com a agência de padrões comerciais de Lancashire.

O que fazer para parar de fumar?

Como Chloë tem feito, o acompanhamento psicológico é fundamental para conseguir parar de fumar. A terapia pode ser associada ao tratamento medicamentoso com reposição de nicotina e remédios que auxiliam nos sintomas da abstinência.

“Grupos de apoio também são estratégias importantes que podem ajudar a pessoa a parar de usar o cigarro eletrônico”, completa Giovanna Brega Quinet de Andrade.

A busca por atividade física regular combinada com uma alimentação saudável também são importantes para a pessoa conseguir lidar com o vício do vape.

Venvanse para estudar? Especialistas falam dos riscos

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O Venvanse tem como princípio ativo a Lisdexanfetamina, sendo um psicoestimulante derivado da anfetamina. Ele é indicado para o tratamento de TDAH e compulsão alimentar. Só que ao ser utilizado sem prescrição médica, pode vir a causar desde alterações no sono, aumento da ansiedade até dependência química

O Venvanse tem como princípio ativo a Lisdexanfetamina, sendo um psicoestimulante derivado da anfetamina. Ele é indicado para o tratamento de TDAH e compulsão alimentar. Só que ao ser utilizado sem prescrição médica, pode vir a causar desde alterações no sono, aumento da ansiedade até dependência química

Uma trend que tem circulado no TikTok reflete um fato importante sobre o Venvanse: ele tem sido usado, cada vez mais, por pessoas que não precisam dele de fato. Nos vídeos virais da plataforma, jovens aparecem estudando, com o medicamento em mãos e o áudio “meu deus, vamos usar drogas!” ao fundo. Sem serem diagnosticados com TDAH ou compulsão alimentar – que são as duas principais indicações do fármaco -, eles buscam o remédio com o intuito de se sentirem mais produtivos. Mas é seguro fazer isso?

Para que seja possível responder essa dúvida, é necessário entender primeiro o que é o Venvanse. Ele é um medicamento que tem como princípio a Lisdexanfetamina, tornando-se, assim, um psicoestimulante derivado da anfetamina.

“Ele é um remédio que vai agir nos mecanismos dos neurotransmissores chamados noradrenalina e dopamina”, explica a psiquiatra Christiane Ribeiro, membro da Comissão de Estudos e Pesquisa em Saúde Mental da Mulher na Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).

De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o uso do Venvanse é recomendado principalmente em dois casos. Ele pode ser escolhido tanto para o tratamento do Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) quanto para o de compulsão alimentar.

Por que o Venvanse é indicado para casos de TDAH e compulsão alimentar?

De acordo com a psiquiatra Júlia Fernandes Eigenheer Muhlbauer, especialista em dependência química na Clínica Revitalis, o aumento de neurotransmissores com o uso do Venvanse, em áreas específicas do cérebro do paciente com TDAH, faz com que seu quadro evolua positivamente.

“Por exemplo, no córtex pré-frontal, os neurotransmissores melhoram a atenção, a concentração e a função executiva”, exemplifica a especialista. Já nos gânglios da base do cérebro, eles contribuem para reduzir a hiperatividade motora, que é outro sintoma importante do TDAH.

Já em relação à compulsão alimentar, Christiane Ribeiro explica que o Venvanse reduz a impulsividade do paciente, além de ajudar a equilibrar o apetite e seu sistema de recompensa cerebral, que está relacionado à busca de prazer.

Os perigos do uso do Venvanse sem prescrição médica

“Para quem não tem o diagnóstico de TDAH, o uso da Lisdexanfetamina não é recomendado, uma vez que os estudos mostram que não vai acontecer nenhuma melhora na produtividade com a medicação para quem não tem, de fato, deficiência no sistema dopaminérgico”, esclarece a especialista.

O efeito, na verdade, tende a ser o oposto. De acordo com a psiquiatra Vanessa Greghi, diretora médica do Instituto de Psiquiatria Paulista (IPP), quem tem dificuldade para se concentrar devido à ansiedade acaba ficando ainda mais agitado com o uso do Venvanse.

“Com o efeito psicoestimulante do medicamento, a pessoa também consegue a privação de sono. Só que a memória precisa do descanso para ser consolidada”, enfatiza a especialista. Logo, a concentração que era para melhorar com o uso do fármaco acaba piorando neste caso.

Segundo Júlia Fernandes Eigenheer Muhlbauer, o uso indiscriminado do remédio ainda pode levar a hipertensão arterial, arritmia cardíaca, convulsões, episódios maníacos e psicóticos em pessoas com predisposição a eles, flutuação emocional e até mesmo depressão.

Em casos mais graves, em que o indivíduo possui predisposição a doenças cardiovasculares, o Venvase pode levá-lo à morte súbita.

O Venvanse pode causar dependência química?

Christiane Ribeiro esclarece que o risco do paciente ter dependência química é baixo quando o Venvanse é usado corretamente. O perigo surge quando ele é utilizado por conta própria, em que a dose diária escolhida não possui nenhum respaldo médico.

“Se usada de forma inadequada, é uma medicação que pode gerar tolerância, nome dado para quando uma pessoa precisa de doses cada vez mais altas para ter o mesmo efeito”, explica Júlia Fernandes Eigenheer Muhlbauer.

Há ainda o risco de que, por ser um remédio que precisa de receita para ser comprado, a pessoa pode acabar recorrendo ao mercado clandestino para adquiri-lo. Nesse caso, não há nenhuma garantia de que o que está sendo comercializado é realmente o Venvanse e não outra droga com um potencial ainda maior de causar dependência química.

O consumo do fármaco com bebida alcóolica também o torna ainda mais perigoso. A Lisdexanfetamina inibe o efeito sedativo do álcool, o que estimula a pessoa a consumi-lo ainda mais.

Janeiro Branco: Atenção com saúde mental e emocional

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Janeiro Branco: campanha pede atenção com saúde mental e emocional

Todos os meses do ano ganham cores para estimular a prevenção e a conscientização sobre uma série de condições de saúde. O Janeiro Branco, por exemplo, é o mês de conscientização da saúde mental e emocional.

Em 2024, a campanha Janeiro Branco completa 10 anos alertando para os cuidados com a saúde mental e emocional da população, a partir da prevenção das doenças decorrentes do estresse, como ansiedade, depressão e pânico.

De acordo com o Ministério da Saúde, as doenças mentais podem ser causadas por uma série de fatores. É o caso, por exemplo, da genética, estresse, abuso de substâncias e traumas.

Nesse rol entram também os transtornos de humor, esquizofrenia e o transtorno bipolar. Todas essas condições podem incapacitar o indivíduo a realizar atividades cotidianas, especialmente as laborais.

Como cuidar da saúde mental

Para especialistas, por ser o primeiro mês do ano, janeiro aponta para a importância de nos dedicarmos a cuidar de nossa saúde mental durante o ano todo. E, nesse sentido, algumas atitudes podem ajudar.

De acordo com o Dr. Sérgio Rocha, psiquiatra e Diretor Técnico da Clínica Revitalis, é possível prevenir alguns tipos de transtornos inserindo algumas atividades na rotina, como caminhar, se alimentar bem e dormir.

“É claro que é uma forma de prevenção. Isso significa diminuir as chances de desenvolver quadros psíquicos. No entanto, existem outros fatores que podem desencadear esses transtornos”, afirma ele.

O psiquiatra listou cinco dicas que podem contribuir para o bem-estar, proporcionando o equilíbrio da saúde mental e, consequentemente, prevenindo problemas maiores e de mais difícil tratamento no futuro. Confira:

Terapia

Fazer psicoterapia é uma “arma” muito importante quando falamos de saúde mental. A grande questão é que a maioria das pessoas só procura ajuda quando já têm um problema, e isso fica claro com o resultado de uma pesquisa recente do Instituto FSB, encomendada pela SulAmérica, que indica que 60% dos brasileiros que fazem terapia começaram durante a pandemia – ou seja, quando se viram diante de uma situação desafiadora para todos.

De acordo com Sérgio, cuidar da saúde mental antes de ter algum transtorno, como forma preventiva, é o ideal. “O tratamento de saúde mental não é limitado a um evento, é um trabalho contínuo, e equilibrá-la durante a vida pode fazer diferença lá na frente”, recomenda o especialista.

Atividade física

Cada vez está mais claro que a prática regular de exercícios físicos contribui para uma vida mais saudável, de diversas formas. As pessoas que se exercitam têm menos chances de desenvolver, por exemplo, depressão e transtornos de ansiedade.

“O hábito de realizar atividades físicas – como caminhar, correr ou outros esportes – é fundamental para equilibrar a saúde mental, além de ser também muito importante para o bem estar de maneira geral”, comenta o especialista.

“Muito se fala sobre os riscos do sedentarismo para o desenvolvimento de hipertensão, diabetes e doenças do coração, mas é importante ter em mente que os riscos para o desenvolvimento de doenças mentais também existem”, alerta o Dr. Rocha.

Alimentação

Comer bem e equilibrar suas refeições ao longo do dia também é uma maneira de cuidar da saúde mental. Uma pessoa que se alimenta mal não está contribuindo para a saúde de uma forma geral, alerta o médico. Aliar uma boa alimentação com outros fatores, tais como exercício, pode aumentar a sensação de bem-estar.

“A alimentação está totalmente ligada a outros hábitos saudáveis, como a própria qualidade do sono, a ingestão de água, etc. Os cuidados nunca são únicos, são em várias frentes, por isso a abordagem deve ser integrada”, recomenda o profissional.

Meditação

Os benefícios da meditação são muitos: a prática reduz o estresse, diminui os sintomas depressivos e ansiosos, melhora a memória e a qualidade do sono e também reduz vícios e compulsões. Além disso, traz benefícios em relação a doenças crônicas.

“Tudo isso está direta ou indiretamente ligado à saúde mental e, por isso, a prática da meditação é uma ótima alternativa para o bem-estar”, afirma o especialista.

Descanso

Tanto a insônia quanto o excesso de sono podem contribuir para o surgimento de algum tipo de doença psíquica, como a ansiedade e até mesmo transtornos por abuso de alguma substância.

“A boa saúde depende diretamente do sono de qualidade, e é por isso que é necessário descansar. Dormir muito ou ter insônia com muita frequência vai diminuir o bem-estar da pessoa. Além disso, pode ser um indicativo que a pessoa esteja com algum transtorno”, afirma o psiquiatra.

Segundo ele, dormir uma média de 8 horas por noite é o ideal para que a pessoa acorde disposta para realizar todas as suas tarefas do dia, e tenha boa qualidade de vida, em todos os aspectos.

Psiquiatra revela 5 técnicas para cuidar da saúde mental

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Psiquiatra revela 5 técnicas para cuidar da saúde mental

Especialista aponta quais atitudes simples do dia a dia podem contribuir para uma saúde mental forte e prevenir transtornos mais sérios.

Uma rotina atribulada e preocupações do dia a dia constantemente ameaçam nosso bem-estar e saúde mental. Mas algumas atitudes relativamente simples podem contribuir para o equilíbrio das emoções.

Uma pessoa que pratica atividades físicas regulares, por exemplo, está prevenindo desde o mau humor até o surgimento de doenças mais sérias. Um exemplo é a depressão, que atinge mais de 20 milhões de pessoas só no Brasil, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde).

De acordo com o Dr. Sérgio Rocha, psiquiatra e Diretor Técnico da Clínica Revitalis, é possível prevenir alguns tipos de transtornos inserindo algumas atividades na rotina, como caminhar, se alimentar bem e dormir. “É claro que é uma forma de prevenção. Isso significa diminuir as chances de desenvolver quadros psíquicos. No entanto, existem outros fatores que podem desencadear esses transtornos”, afirma ele.

Pensando nisso, o psiquiatra listou cinco dicas que podem contribuir para o bem-estar, proporcionando o equilíbrio da saúde mental e, consequentemente, prevenindo problemas maiores e de mais difícil tratamento no futuro. Confira:

Terapia

Fazer psicoterapia é uma “arma” muito importante quando falamos de saúde mental. A grande questão é que a maioria das pessoas só procura ajuda quando já têm um problema, e isso fica claro com o resultado de uma pesquisa recente do Instituto FSB, encomendada pela SulAmérica, que indica que 60% dos brasileiros que fazem terapia começaram durante a pandemia – ou seja, quando se viram diante de uma situação desafiadora para todos.

De acordo com Sérgio, cuidar da saúde mental antes de ter algum transtorno, como forma preventiva, é o ideal. “O tratamento de saúde mental não é limitado a um evento, é um trabalho contínuo, e equilibrá-la durante a vida pode fazer diferença lá na frente”, recomenda o especialista.

Atividade física

Cada vez está mais claro que a prática regular de exercícios físicos contribui para uma vida mais saudável, de diversas formas. As pessoas que se exercitam têm menos chances de desenvolver, por exemplo, depressão e transtornos de ansiedade.

“O hábito de realizar atividades físicas – como caminhar, correr ou outros esportes – é fundamental para equilibrar a saúde mental, além de ser também muito importante para o bem estar de maneira geral”, comenta o especialista. “Muito se fala sobre os riscos do sedentarismo para o desenvolvimento de hipertensão, diabetes e doenças do coração, mas é importante ter em mente que os riscos para o desenvolvimento de doenças mentais também existem”, alerta o Dr. Rocha.

Alimentação

Comer bem e equilibrar suas refeições ao longo do dia também é uma maneira de cuidar da saúde mental. Uma pessoa que se alimenta mal não está contribuindo para a saúde de uma forma geral, alerta o médico. Aliar uma boa alimentação com outros fatores, tais como exercício, pode aumentar a sensação de bem-estar.

“A alimentação está totalmente ligada a outros hábitos saudáveis, como a própria qualidade do sono, a ingestão de água, etc. Os cuidados nunca são únicos, são em várias frentes, por isso a abordagem deve ser integrada”, recomenda o profissional.

Meditação

Os benefícios da meditação são muitos: a prática reduz o estresse, diminui os sintomas depressivos e ansiosos, melhora a memória e a qualidade do sono e também reduz vícios e compulsões. Além disso, traz benefícios em relação a doenças crônicas.

“Tudo isso está direta ou indiretamente ligado à saúde mental e, por isso, a prática da meditação é uma ótima alternativa para o bem-estar”, afirma o especialista.

Descanso

Tanto a insônia quanto o excesso de sono podem contribuir para o surgimento de algum tipo de doença psíquica, como a ansiedade e até mesmo transtornos por abuso de alguma substância. “A boa saúde depende diretamente do sono de qualidade, e é por isso que é necessário descansar. Dormir muito ou ter insônia com muita frequência vai diminuir o bem-estar da pessoa. Além disso, pode ser um indicativo que a pessoa esteja com algum transtorno”, afirma o psiquiatra.

Segundo ele, dormir uma média de 8 horas por noite é o ideal para que a pessoa acorde disposta para realizar todas as suas tarefas do dia, e tenha boa qualidade de vida, em todos os aspectos.

Vacina contra fentanil será testada em humanos em 2024

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Vacina contra fentanil será testada em humanos em 2024; como ela funciona?…

Você provavelmente já deve ter se deparado com o nome “fentanil” em alguma notícia recente. É que, nos EUA, esse medicamento – um opioide 100 vezes mais potente que a morfina – tem causado uma verdadeira crise de saúde pública, com mais de 600 mil mortes nas últimas duas décadas causadas pelo excesso de uso dele.

A crise é tão grave que pesquisadores, em artigo publicado no periódico The Lancet, estimam que, até 2029, EUA e Canadá podem ter até dois milhões de mortos por overdose em opioides.

Diante disso, médicos e cientistas tentaram desenvolver novas maneiras de frear o avanço desse tipo de dependência. Uma das alternativas é o desenvolvimento de vacinas específicas para reduzir.

“Esse tipo de vacina tem um efeito protetivo”, explica Rizzieri Gomes, médico cardiologista, focado na mudança do estilo de vida de seus pacientes, de Manaus, no Amazonas. “Ela não previne o abuso, o vício, mas reduz o efeito da substância no cérebro, o que vai diminuir o risco de overdose, de morte”, afirma.

Recentemente, pesquisadores da Universidade de Montana, nos EUA, anunciaram que pretendem iniciar já em 2024 os testes em humanos para uma vacina que protege usuários de heroína e fentanil. Os dados preliminares do estudo foram publicados no periódico NPJ Vaccines.

Desde 2022, uma outra vacina com a mesma finalidade também está sendo desenvolvida na Universidade de Houston.

Psiquiatra revela 5 hábitos para cuidar da saúde mental

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Psiquiatra revela 5 hábitos importantes para cuidar da saúde mental

Especialista aponta atitudes que, quando incorporadas à rotina, contribuem para a saúde mental forte e o equilíbrio das emoções.

Uma rotina atribulada e preocupações do dia a dia constantemente ameaçam nosso bem-estar e saúde mental. Mas algumas atitudes relativamente simples podem contribuir para o equilíbrio das emoções.

Uma pessoa que pratica atividades físicas regulares, por exemplo, está prevenindo desde o mau humor até o surgimento de doenças mais sérias. Um exemplo é a depressão, que atinge mais de 20 milhões de pessoas só no Brasil, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde).

De acordo com o psiquiatra Sérgio Rocha, diretor técnico da Clínica Revitalis, é possível prevenir alguns tipos de transtornos inserindo algumas atividades na rotina, como caminhar, se alimentar bem e dormir.

“É claro que é uma forma de prevenção. Isso significa diminuir as chances de desenvolver quadros psíquicos. No entanto, existem outros fatores que podem desencadear esses transtornos”, afirma ele.

Pensando nisso, o psiquiatra listou cinco dicas que podem contribuir para o bem-estar, proporcionando o equilíbrio da saúde mental e, consequentemente, prevenindo problemas maiores e de mais difícil tratamento no futuro.

Terapia

Fazer psicoterapia é uma “arma” muito importante quando falamos de saúde mental. A grande questão é que a maioria das pessoas só procura ajuda quando já têm um problema, e isso fica claro com o resultado de uma pesquisa recente do Instituto FSB, encomendada pela SulAmérica, que indica que 60% dos brasileiros que fazem terapia começaram durante a pandemia – ou seja, quando se viram diante de uma situação desafiadora para todos.

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